MATO GROSSO
Governo de MT integra projeto com pesquisadores da Noruega para impulsionar robótica e IA no agro
MATO GROSSO
Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento sustentável e tecnológico no agronegócio, o Governo de Mato Grosso vai integrar um projeto com pesquisadores da Noruega para impulsionar o uso de robótica e inteligência artificial no setor, por meio do programa de Inovação Digital para Educação e Pesquisa em Robótica Agrícola, Melhoramento de Plantas e Produção Sustentável de Alimentos – o projeto DIP-Farm Edu.
O projeto foi lançado de forma oficial nesta quinta-feira (25.4), durante o seminário Conexão Mato Grosso – Noruega: Robótica e Sustentabilidade, realizado no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), em Cuiabá. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) representará o governo mato-grossense na iniciativa.
O DIP-Farm Edu é fruto de uma parceria iniciada há dois anos entre a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e a Universidade Norueguesa de Ciências da Vida (NMBU).
A secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Linacis Pinho da Silva, destacou que o projeto fortalece um agronegócio mais avançado tecnologicamente, unindo ciência, tecnologia e produção.
“Temos uma base produtiva sólida, e iniciativas como essa criam novas possibilidades para agregar valor, promover inovação e qualificar nossos profissionais”, afirmou Linacis.
A adjunta da Sedec, que apresentou uma palestra com o tema “Potencialidades de Mato Grosso em desenvolvimento e sustentabilidade no agronegócio, em cooperação com a ciência”, mostrou algumas ações da pasta e deu um panorama do setor do Estado e exibiu estudos. “A internacionalização do agro mato-grossense é fundamental para manter a competitividade e garantir a adoção de práticas sustentáveis na produção”, disse.
O professor Lucas Oliveira de Sousa, da Faculdade de Agronomia e Zootecnia da UFMT, destacou que a parceria com a Universidade Norueguesa NMBU marca uma nova fase na aplicação de robótica e inteligência artificial ao agronegócio mato-grossense.
“É um projeto de mobilidade de quatro anos, com pesquisadores noruegueses focados em desenvolver soluções tecnológicas específicas para a nossa realidade. Não é uma troca genérica, mas um esforço direcionado”, explica.
A primeira missão da equipe estrangeira já começou com visitas a propriedades rurais e empresas em Campo Verde, Primavera do Leste e Sinop, além da Fazenda Experimental da UFMT. O diagnóstico dos pesquisadores noruegueses ajudará a definir, junto com a UFMT, IFMT, Sedec, Famato, AgriHub e Parque Tecnológico, as áreas prioritárias para as futuras aplicações.
“Só depois desse mapeamento é que vamos decidir quais sistemas agrícolas serão foco. A ideia é unir ciência, setor público e privado para soluções reais, com apoio de programas de mestrado e doutorado”, diz Lucas.
A iniciativa envolve áreas como agronomia, zootecnia, computação, inteligência artificial, sistemas de informação e engenharia de software. O projeto DIP-Farm Edu segue até dezembro de 2028, com apoio da Diretoria Norueguesa de Educação Superior e Competências.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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