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Brasileiros e imigrantes se apresentam em coro de várias línguas no encerramento do projeto Multiculturas

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Brasileiros, venezuelanos e japoneses de diversas idades se apresentam no show de encerramento do projeto “MultiCulturas: Cores brasileiras em Vozes migrantes” nesta quarta-feira (9.4), às 19h, no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A entrada é gratuita.

Contemplado no edital Viver Cultura – edição Lei Paulo Gustavo da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o projeto ofertou aulas de canto coral, oportunizando que os participantes cantassem em seus idiomas nativos, mas principalmente, aprendessem a cantar em outras línguas.

Esse encontro, que valoriza a diversidade cultural e revela a potência da integração, é mais uma iniciativa da música-pesquisadora, Yndira G. Villarroel. A seu lado, na nova jornada, estiveram as professoras de canto Akane Iizuka (Japão), Estela Ceregatti (MT) e Luísa Vogt (MG), sempre com apoio do músico Jhon Stuart.

“É surpreendente o resultado que alcançamos. Os quatro primeiros ensaios revelaram um grande potencial dos participantes. E é realmente tocante ver a integração entre eles. Você vê por aqui, uma criança venezuelana falando com filhos cujos pais falam em japonês em casa, conversando em uma mesma língua, que é o português. Foi a música que estabeleceu esse vínculo”, destaca Yndira.

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Para a professora doutora Luísa Vogt, o resultado ainda pode ser visto pelo interesse dos participantes em aprender sobre a cultura do outro, um dos objetivos do MultiCulturas.

“O que vemos é um engajamento coletivo. E assim, o vínculo vai se fortalecendo. A música tem esse poder de unir as pessoas, independentemente do idioma”, comenta.

Um dos coralistas estreantes, o arquiteto e professor universitário Fernando Birello celebra a oportunidade de integração e intercâmbio que vivenciou.

“Conheci várias pessoas fantásticas, principalmente os companheiros que são imigrantes que estão vivendo com a gente e compartilhando o sonho de construir uma América do Sul fraterna, unida, tolerante e companheira. Vieram por adversidades e mesmo assim têm uma alegria de viver e generosidade sem tamanho”, expõe o coralista.

No show de encerramento somam ainda à apresentação, músicos que representam outras regiões do país, além das nações de Moçambique e Haiti.

O projeto MultiCulturas foi contemplado no edital Viver Cultura – Identidades promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), com recursos do Ministério da Cultura por meio da Lei Paulo Gustavo. Conta ainda com apoio da Universidade Federal de Mato Grosso, via Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev) e Coral da UFMT.

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Serviço: Show MultiCulturas

Data: Quarta-feira (9.4), às 19h
Onde: Teatro da UFMT
Entrada gratuita

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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