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Polícia Civil apreende armas e munições de padrasto que ameaçou matar enteada grávida

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Juína (740 km de Cuiabá), apreendeu, nessa terça-feira (01.4), duas armas e três munições pertencentes a um homem investigado por ameaçar matar a enteada, de 17 anos, que está grávida.

As investigações começaram na última segunda-feira (31.3), quando a adolescente procurou uma delegacia informando que havia recebido mensagens de áudio do padrasto, que lhe ameaçava dizendo: “manda seu caixão para mim”.

A vítima afirmou para a polícia que vinha sofrendo ameaças de morte constantes do padrasto, que não aceita que ela volte para casa estando grávida. Ela morava em uma fazenda com o suspeito, sua mãe e a irmã, a cerca de 110 km de Juína, mas há três semanas está na casa de um amigo na cidade.

Ela denunciou, ainda, que teria sido abusada pelo padrasto quando tinha nove anos, contou para a mãe, mas nada teria sido feito e ela seguiu convivendo com o suspeito durante toda a vida. Até que, no ano passado, ele teria tentado cometer um novo abuso, quando ela teria acordado com o suspeito tentando tocar em suas partes íntimas, pediu que ele saísse do quarto e o trancou para fora.

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Depois disso, a jovem afirma que passou a ser ameaçada pelo padrasto, caso contasse o ocorrido para alguém. No dia 22 de março, o suspeito voltou a ameaçar de morte a enteada, agora grávida de 1 mês. Ela resolveu então não voltar mais para casa. Dessa vez, a adolescente teve apoio da mãe, que está temendo que o marido faça algo com sua filha.

Apreensão de armas

Diante da denúncia de ameaça e com a informação de que o suspeito possuía armas de fogo, o delegado de Juína, Marco Remuzzi, representou pelo mandado de busca e apreensão na casa dele, que foi deferido pela Justiça.

A equipe da Polícia Civil foi recebida pela mãe da vítima, que acompanhou as buscas na casa. Foram encontradas duas armas de fogo, uma garruncha de fabricação artesanal e uma espingarda calibre 28, e três munições, uma calibre 22 e duas calibre 28.

O suspeito não estava presente. A esposa afirmou que ele havia saído para a cidade no último sábado (29.3) e não havia mais retornado para a fazenda.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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