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TCE-MT instala mesa técnica para ampliar acesso de pequenos produtores ao mercado formal

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Crédito: Diego Castro/MPC-MT
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A mesa técnica que busca solução para permitir que produtos de origem animal produzidos no estado sejam comercializados em todo o país foi instalada nesta terça-feira (25). Clique aqui para ampliar.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) instalou, nesta terça-feira (25), mesa técnica que busca solução para permitir que produtos de origem animal produzidos no estado sejam comercializados em todo o país. Proposta pelo presidente do órgão, conselheiro Sérgio Ricardo, a iniciativa busca unificar o sistema de inspeção, permitindo que produtos registrados nos Serviços de Inspeção Municipal (SIM) atendam aos critérios do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA).

“Não é justo que quem trabalha de forma correta, com qualidade e segurança, fique à margem do mercado formal por falta de estrutura ou excesso de burocracia. Por isso, o Tribunal está reunindo as instituições responsáveis para construir uma solução viável, segura e definitiva, que permita a legalização da produção e a geração de renda em todo o estado. Quem produz com honestidade tem que ter direito de vender, crescer e sustentar sua família com dignidade”, pontuou o presidente.

Crédito: Arquivo Pessoal
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A mesa foi proposta pelo presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo. Clique aqui para ampliar.

Na ocasião, representantes do Governo Federal, do Estado, dos municípios e do setor produtivo debateram alternativas para aumentar a competitividade dos produtores locais e melhorar a segurança alimentar em diversas regiões de Mato Grosso. O trabalho envolve a resolução de uma série de entraves que dificultam a adesão ao SISBI-POA e impedem que pequenos produtores entrem no mercado formal, mesmo atendendo a padrões de qualidade e segurança alimentar.

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Foi o que destacou o presidente da Comissão Permanente de Normas, Jurisprudência e Consensualismo (CPNJur), conselheiro Valter Albano, ao chamar a atenção para o ineditismo da temática. “Estamos intermediando uma solução inovadora. O pequeno produtor poderá ganhar, nos próximos meses, uma forma simplificada de atuar na legalidade, produzindo e vendendo com segurança. Todas as esferas estão empenhadas em resolver o problema.”

O superintendente federal de Agricultura de Mato Grosso, Leny Rosa Filho, reforçou que ampliar o acesso à informação é parte da solução. “Quando falamos em inspeção de produtos de origem animal, estamos tratando da saúde pública. Precisamos tornar as normas mais compreensíveis e acessíveis, tanto para os gestores quanto para os produtores. Só assim conseguimos garantir que a legislação seja cumprida e que o consumidor receba um alimento seguro.”

Crédito: Diego Castro/MPC-MT
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O objetivo é encontrar alternativas para aumentar a competitividade dos produtores locais e melhorar a segurança alimentar em diversas regiões de Mato Grosso.

Já o presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Suelme Fernandes, defendeu que o processo seja inclusivo. “O pequeno produtor precisa de alternativas viáveis para entrar no mercado formal. São pessoas que produzem queijos, polpas, doces e precisam vender com segurança. A desburocratização é um passo fundamental. Se conseguirmos adaptar os procedimentos sem comprometer a segurança sanitária, vamos gerar desenvolvimento em regiões vulneráveis.”

Por sua vez, o secretário de Trabalho, Agricultura e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Felipe Correa, chamou a atenção para a realidade enfrentada por produtores da capital. “Mais de 90% do território de Cuiabá é rural, mas apenas 2% da população vive nessa área. A maioria dos produtores é de pequeno porte, envelhecida e sem condições de mecanização. Esses produtores têm produtos de qualidade, mas enfrentam medo de serem penalizados pela fiscalização.”

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Já o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar, defendeu a criação de um protocolo municipal e sugeriu a adoção de um modelo de supervisão integrado, com base nas experiências de Minas Gerais. “Quando a gente lança um olhar sobre a agricultura familiar, nós estamos pensando no presente das pessoas que moram nas pequenas cidades de Mato Grosso assim como o futuro dessas pessoas que podem se tornar pequenos produtores”, pontuou.

Ao longo da manhã, os participantes salientaram que um dos principais desafios para a adesão ao SISBI-POA é a falta de estrutura técnica nos municípios, que frequentemente não contam com laboratórios, equipamentos ou veículos para fiscalizar adequadamente. Além disso, muitas prefeituras enfrentam dificuldades para contratar médicos veterinários, capacitar equipes e atualizar suas legislações conforme as normas federais.

Agora, as propostas debatidas durante a mesa técnica devem resultar na construção de um protocolo simplificado de inspeção e na análise de alternativas como novos selos de certificação. O tema será aprofundado em uma série de reuniões conduzidas pela CPNJur, responsável pelas mesas técnicas no TCE-MT, com a participação de representantes dos municípios, do Governo do Estado, da União e de entidades ligadas à agropecuária.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br

Fonte: TCE MT – MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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