POLÍCIA
Polícia Civil prende homem por violência doméstica em Rondonópolis
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A Delegacia Especializada em Defesa da Mulher de Rondonópolis prendeu, nesta segunda-feira (17.3), um homem de 36 anos, que possuía dois mandados de prisão em aberto em seu desfavor. Os mandados foram expedidos pela Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e pela Quarta Vara Criminal, ambos do município de Rondonópolis.
A vítima procurou a delegacia no dia 7.3, denunciando que conviveu com o suspeito por oito meses. No dia do ocorrido, o homem chegou em casa embriagado e sob efeito de drogas, iniciando uma série de agressões verbais e físicas contra ela e seu filho, de oito anos.
Segundo a vítima, o suspeito passou a xingá-la com palavras de baixo calão e, em seguida, a empurrou contra uma porta. A criança também foi agredida, levando um tapa na boca e um soco na testa, causando hematomas e inchaço.
A mulher relatou que, apesar das lesões dessa terem desaparecido, a criança possui marcas de outras agressões cometidas anteriormente pelo suspeito.
Diante da violência, a vítima instruiu o filho a fugir e o encontraria em uma praça. O menino conseguiu escapar mas, ao tentar fazer o mesmo, a mulher foi imobilizada pelo suspeito, que encostou uma faca em seu pescoço e ameaçou matá-la.
Ele exigiu saber o paradeiro da criança e, quando soube que o menino havia fugido, reiterou suas ameaças. Para salvar sua vida e a do filho, a mulher fingiu que iria buscá-lo e prometeu retornar.
O suspeito permitiu que ela saísse mas, ao perceber a demora, saiu à sua procura. Ele os encontrou na região do Supermercado Tropical e começou a persegui-los. Um motoqueiro que passava prestou socorro e levou mãe e filho para a casa da avó materna da criança.
No dia seguinte, por volta das 23h50, o suspeito foi até a residência da mãe da vítima e passou a gritar por ela e pela sogra, sacudindo portas e janelas. A família acionou a Polícia Militar, mas o homem fugiu antes da chegada da equipe.
A Polícia Civil deu início às investigações e, após levantamentos, conseguiu localizar e prender o suspeito. Ele foi encaminhado à 1ª Delegacia de Rondonópolis para os procedimentos de praxe e permanece à disposição da Justiça.
O caso reforça a importância da denúncia de episódios de violência doméstica e o trabalho das autoridades na proteção das vítimas. Denúncias podem ser feitas pelo Disque 181 ou diretamente nas delegacias especializadas.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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