MATO GROSSO
Bombeiros realizam buscas por criança indígena de um ano e oito meses desaparecida há três dias em área de mata
MATO GROSSO
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realiza, desde a segunda-feira (10.3), buscas por uma criança indígena de um ano e oito meses de idade, da etnia Xavante, que está desaparecida há três dias em uma área de mata no município de Paranatinga.
Os militares foram acionados por volta das 05h, desta segunda-feira, pela Polícia Civil de Paranatinga e dos familiares da vítima desaparecida, que é do sexo masculino. A equipe foi mobilizada para realizar buscas em uma região próxima à aldeia Novo Progresso. A operação busca encontrar a criança indígena.
Segundo relatos do cacique, a criança havia desaparecido no sábado (8.3). O líder indígena relatou ainda que as intensas chuvas, que ocorreram na noite de sábado e no domingo, dificultaram as buscas realizadas pelos próprios indígenas da aldeia.
De acordo com os familiares, a criança teria saído com um primo para buscar trigo na casa do avô, localizada a cerca de 400 metros de sua residência. No entanto, no meio do caminho, o primo pediu para que a vítima retornasse para casa. Desde então, ele não foi mais visto na aldeia.
Ao chegar no local, testemunhas e familiares foram ouvidos pelos bombeiros, que iniciaram as buscas nas proximidades da aldeia, com varreduras nas margens de rios, lagos e em toda a vegetação ao redor.
As buscas seguem sendo intensificadas pelo Corpo de Bombeiros e demais equipes da Segurança Pública.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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