MATO GROSSO
Governo de MT já disponibilizou 2,6 mil moradias populares em Cuiabá pelo SER Família Habitação
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso, por meio do programa SER Família Habitação, modalidade Entrada Facilitada, já disponibilizou 2.689 unidades habitacionais para aquisição em Cuiabá, sendo que 2.203 já foram comercializadas e outras 486 ainda estão disponíveis.
Entre as moradias ofertadas, há casas e apartamentos localizados em todas as regiões da capital, permitindo que os interessados escolham o imóvel que melhor atenda às suas necessidades.
Liderado pela primeira-dama Virginia Mendes e operacionalizado pela MT Participações e Projetos (MT Par), o programa oferece um subsídio de até R$ 20 mil para que o beneficiado possa abater no valor do imóvel.
Desde o início da operação da modalidade, em fevereiro do ano passado, o Governo de Mato Grosso já investiu cerca de R$ 95 milhões em subsídios, beneficiando 5.792 famílias em diferentes municípios.
“Eu sempre fico emocionada quando falo com as famílias e vejo a alegria delas ao receberem as chaves de sua tão sonhada moradia própria. Percebo que, antes mesmo da mudança, todos já fazem planos, como se a esperança na prosperidade fosse reavivada”, afirmou Virginia Mendes.
Na modalidade Entrada Facilitada, o beneficiado recebe o subsídio estadual para aplicar na entrada do imóvel e ainda pode contar com as vantagens dos programas habitacionais do Governo Federal, além de utilizar o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), cujos critérios de uso são definidos pela Caixa Econômica Federal (CEF). Em muitos casos, o futuro morador consegue zerar a entrada, que corresponde a 20% do valor do imóvel, e ainda reduzir o valor das parcelas.
O presidente da MT Par, Wener Santos, explica que o objetivo do programa é oferecer oportunidades para famílias que não se enquadram nos programas habitacionais destinados às pessoas em situação de vulnerabilidade, mas que também não têm condições de acessar financiamentos pelo mercado imobiliário tradicional.
“Além de proporcionar o acesso à casa própria, o programa também fomenta a economia local, gera empregos e contribui para o desenvolvimento das cidades. Muitas empresas enfrentam dificuldades para expandir seus negócios devido à escassez de mão de obra, e um dos fatores que agravam esse problema são os altos custos dos aluguéis, o déficit habitacional e a falta de oportunidades para que os moradores adquiram um imóvel próprio”, explicou Santos.
O programa SER Família Habitação é uma parceria entre a prefeitura dos municípios e a Caixa Econômica Federal (CEF), por meio do Ministério das Cidades.
Clique aqui para conhecer a localização dos imóveis disponíveis e saber como acessar o programa.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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