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Polícia Civil cumpre prisão de três envolvidos em roubo e cárceres privado em fazenda de Tabaporã

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Tabaporã, deflagrou, na manhã desta segunda-feira (3.3), a Operação Abigeato, para cumprimento de três mandados de prisão contra autores dos crimes de roubo e cárcere privado ocorrido no final do ano de 2024 em uma fazenda, na zona rural do município.

Os mandados expedidos pela Comarca de Tabaporã, com base em investigações da Polícia Civil, foram cumpridos na cidade de Sinop.

O crime ocorreu no dia 28 de dezembro, em uma propriedade rural de Tabaporã, ocasião em que as vítimas foram mantidas reféns por aproximadamente 36 horas pelos criminosos. As vítimas foram amarradas e trancadas em um cômodo da casa.

Os suspeitos subtraíram dois veículos, sendo uma caminhonete Toyota Hilux e um VW Saveiro, além de armas de fogo e outros objetos da residência. As vítimas também foram obrigadas a realizar transferências via PIX, que totalizaram cerca de R$ 30 mil, transferidos para contas indicadas pelos criminosos.

Assim que foi acionada, a equipe da Delegacia de Tabaporã iniciou a apuração dos fatos e conseguiu chegar a identidade dos envolvidos. As investigações apontaram ainda que os suspeitos invadiram a propriedade com a intenção de subtrair cerca de 300 cabeças de gado, mas não conseguiram concluir a ação criminosa.

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Com base nos elementos apurados, foi representado pela prisão preventiva dos suspeitos, que foram deferidas pela Justiça e cumpridas nesta segunda-feira (3), em operação coordenada pela delegada Luceni Ferreira Santana.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, dois dos alvos foram encontrados na posse de armas de fogo, sendo um revólver e uma pistola. As investigações indicam que um dos suspeitos detidos atuou como um dos principais articuladores da ação criminosa, tendo, inclusive, confessado sua participação nos fatos.

Após a efetivação das prisões, os envolvidos foram conduzidos à unidade policial para a realização dos procedimentos administrativos cabíveis, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça.

A Polícia Civil prossegue com as investigações com o objetivo da completa elucidação dos fatos e a captura de outros envolvidos no crime.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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