POLÍCIA
Ações de combate às facções criminosas nas unidades prisionais reduzem números de homicídios em Cáceres e Sorriso
POLÍCIA
Ações do Governo de Mato Grosso no combate às facções criminosas dentro das unidades penitenciárias têm surtido efeito nos índices criminais, como na redução de homicídios em municípios do interior do Estado. Cáceres está há 80 dias sem registrar homicídios dolosos e em Sorriso, nenhuma morte dolosa foi registrada em fevereiro, até o dia 20.
Entre as medidas adotadas pela Secretaria de Estado de Justiça, por meio do programa Tolerância Zero contra as facções criminosas, estão o isolamento de líderes criminosos e as operações de apreensão de aparelhos celulares nas penitenciárias.
“A meta agora é consolidar essas medidas, garantindo que as unidades penitenciárias se mantenham livres de aparelhos celulares e outros materiais ilícitos, fortalecendo ainda mais o sistema de segurança pública do Estado e trazendo mais tranquilidade à população”, pontuou o secretário de Estado de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira.
Em Cáceres, o último homicídio doloso foi registrado em 20 de novembro do ano passado. O delegado regional da Polícia Civil, Higo Rafael Oliveira, afirmou que a redução na incidência desse tipo de crime é uma construção contínua da atuação de todos os órgãos de segurança pública na região, que desde 2022 vem conseguindo diminuir as ocorrências.
“A mudança de postura no Sistema Penitenciário estadual está contribuindo para a redução dos índices, além do trabalho de todos os órgãos de segurança, cada um em seu papel constitucional. Esse trabalho integrado é o que irá contribuir para a manutenção da segurança à sociedade”, assegurou o delegado.
Redução em Sorriso
O município de Sorriso vem registrando queda contínua no número de homicídios dolosos. No período entre novembro de 2023 a janeiro de 2024, foram registradas 27 mortes dolosas, enquanto entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, o número caiu para sete registros. Em fevereiro, até o dia 20 deste mês, não houve nenhum registro.
O delegado Bruno França Ferreira, da Divisão de Homicídios da Delegacia de Sorriso, explicou que durante dois anos o município teve um crescimento contínuo nos registros de homicídios. As investigações apontaram que a maior parte das mortes estava relacionada a brigas entre facções criminosas.
“A política de endurecimento do Sistema Penitenciário aplicada aos chefes das facções criminosas está resultando na queda de mais de 80% nos números gerais de homicídio no município”, disse.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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