MATO GROSSO
Ministro do TCU aponta governança como chave para eficiência na administração pública
MATO GROSSO
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT | ||
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Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes. Clique aqui para ampliar
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O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes destacou a necessidade de implementação de regras de governança para aprimorar a gestão pública no Brasil, em palestra que encerrou o Encontro Mato-grossense dos Municípios, nesta quarta-feira (19). A abordagem pode garantir uma administração mais eficiente, voltada à entrega de resultados concretos à sociedade.
Nesse contexto, o ministro lembrou que em 2024 o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, já havia buscado seu apoio para garantir a implementação da governança em Mato Grosso. “O TCE já tinha me trazido no ano passado para fazer uma fala sobre o papel do controle externo na questão da governança. E agora eu voltei para ajudar a implantar efetivamente a governança nos municípios.”
Segundo ele, a governança deve ser estruturada com planejamento estratégico, considerando metas de médio e longo prazo. “A governança é uma estratégia para superar os problemas enfrentados pelo país e deve ser encarada como um ponto de partida para uma jornada de quatro anos de mandato dos prefeitos.”
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Ministro Augusto Nardes, conselheiro Waldir Teis, procurador-geral de Contas, Alisson Carvalho de Alencar, e presidente da AMM, Leonardo Bortolin. Clique aqui para ampliar. |
Neste contexto, ressaltou que a falta dela resulta em problemas como obras inacabadas e serviços públicos ineficientes. “Se não é feito um bom projeto básico, a obra não será concluída. Como consequência, será necessário punir porque a obra não foi finalizada. Isso acontece porque não houve prevenção e informação adequadas.” Na sequência, Nardes ainda destacou a mudança de postura do TCE-MT, que vem priorizando a prevenção em vez da punição, garantindo que os gestores estejam preparados para conduzir suas atividades de forma eficiente. “Esta também é a linha que adotamos no TCU: fazer a prevenção para evitar a punição. Porque quando você vai punir, já perdeu, já está correndo atrás do prejuízo. Então, é melhor organizar antes.”
Encontro
Promovido pelo TCE-MT e AMM, sob presidência do conselheiro Sérgio Ricardo e de Leonardo Bortolin, respectivamente, o Encontro Mato-grossense dos Municípios reuniu mais de 1.500 gestores de todo o estado no Cenarium Rural, em Cuiabá. Ao longo de dois dias, autoridades e técnicos de diversas áreas abordaram temas como noções gerais de administração orçamentária e financeira, orçamento da saúde, descentralização ambiental e soluções para o desenvolvimento econômico regional.
Além das mais de 30 palestras ministradas simultaneamente em três salas diferentes, houve ainda reuniões com as bancadas federal e estadual, estandes com apresentação de produtos e serviços e atendimento especializado aos gestores municipais que é realizado por técnicos do TCE, AMM, Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Desenvolve MT, Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), entre outros.
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Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
Fonte: TCE MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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