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Polícia Civil cumpre mandado contra acusado de perseguição e pornografia infantil contra adolescente

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Confresa (1.050 km de Cuiabá), deflagrou na manhã de terça-feira (18.2), a Operação Deep Fake, para cumprimento de mandado de busca e apreensão contra um investigado pelos crimes de perseguição e pornografia infantil contra uma adolescente de 15 anos.

A ordem judicial foi decretada pela Comarca de Porto Alegre do Norte (1.020 km da Capital), com base nas investigações conduzidas na Delegacia de Confresa.

As investigações iniciaram a partir da denúncia da mãe da vítima, que relatou à Polícia Civil que o suspeito vinha lhe enviando imagens de cunho sexual via WhatsApp, insinuando que se tratava de sua filha adolescente. Durante o trabalho de investigativo, foi constatado que o suspeito utilizava Inteligência Artificial para fazer a “montagem pornográfica”, para expôr a menor.

Além das mensagens com conteúdo difamatório e ofensivo, o suspeito também monitorava os deslocamentos da adolescente, numa clara tentativa de estabelecimento de proximidade.

Diante da denúncia, o delegado representou pelo mandado de busca e apreensão, que foi deferido pela Justiça. Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam celulares, dispositivos de armazenamento de dados e documentos que poderão auxiliar no aprofundamento da investigação.

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Também foi decretado o afastamento do sigilo do investigado, possibilitando uma análise detalhada de seu histórico digital, mensagens trocadas e arquivos armazenados em seus dispositivos.

O delegado Mauro Apoitia reforçou que a proteção de crianças e adolescentes é uma prioridade absoluta da Polícia Civil e que casos dessa natureza exigem uma resposta rápida e eficaz. “Não podemos tolerar que crianças e adolescentes sejam vítimas de violência e exploração. A sociedade e os pais precisam estar atentos e denunciar qualquer atitude suspeita”, frisou o delegado.

A Polícia Civil destaca a importância da participação da sociedade na denúncia de crimes dessa natureza. Qualquer informação pode ser comunicada de forma anônima através do telefone 197 ou pelo WhatsApp da Delegacia de Confresa: (65) 98173-0228.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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