AGRONEGÓCIO
Agronegócio impulsiona economia e projeta crescimento de 5% para 2025
AGRONEGÓCIO
O agronegócio brasileiro segue como um dos pilares da economia nacional, com uma expectativa de crescimento de 5% para 2025, segundo projeções da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Embora abaixo dos picos registrados em anos anteriores, como os 15% de 2023 impulsionados por uma safra recorde, esse índice ainda representa um avanço significativo e reforça a importância do setor para a economia do país.
Para efeito de comparação, economias agrícolas de destaque, como os Estados Unidos e a União Europeia, projetam crescimentos inferiores a 3% para o mesmo período, evidenciando a competitividade do Brasil no cenário global.
O setor responde por aproximadamente 25% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estudos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da ESALQ/USP, e tem um papel essencial na segurança alimentar mundial, produzindo alimentos para 11% da população global. Projeções indicam que, nas próximas décadas, o Brasil será responsável por um terço dos alimentos consumidos no mundo, consolidando sua liderança no mercado internacional.
Para sustentar esse crescimento e garantir maior eficiência e sustentabilidade, a adoção de tecnologia tem sido um fator determinante na cadeia produtiva do agronegócio. Desde a produção nas fazendas até a distribuição final dos produtos, a modernização do setor tem sido impulsionada por inovações como a agricultura de precisão, sensores inteligentes para automação de máquinas, drones para monitoramento de lavouras e o uso de big data e inteligência artificial para previsão de safras. O desenvolvimento tecnológico tem permitido ganhos significativos em produtividade e otimização de recursos.
Outro aspecto relevante para o avanço do setor é o acesso ao crédito. Segundo levantamento da fintech Nagro, especializada em soluções financeiras para o campo, Minas Gerais lidera o ranking de solicitações de crédito rural, com 24% das operações registradas.
O Rio Grande do Sul aparece em seguida, com 11%, seguido por Santa Catarina (9,1%) e Paraná (9%), demonstrando a relevância da região Sul na captação de recursos para o agronegócio. Goiás completa o top cinco, com 7,8% das solicitações.
Apesar da forte produção agropecuária, os estados do Centro-Oeste representam apenas 21% dos pedidos de empréstimos para o setor. Esse cenário pode ser atribuído a um perfil mais conservador dos produtores da região, que demonstram maior resistência à adoção de soluções digitais de crédito em comparação com os produtores do Sul, onde a adesão a essas ferramentas tem sido mais expressiva.
A necessidade de financiamento acompanha o avanço da mecanização e a expansão da capacidade produtiva. Entre os principais objetivos das solicitações de crédito rural estão a modernização da infraestrutura, aquisição de equipamentos, melhoria da armazenagem e adoção de tecnologias que aumentem a eficiência no campo. Esse cenário reforça a importância de políticas públicas voltadas para a ampliação do acesso a crédito. O Plano Safra, por exemplo, destinou R$ 400,59 bilhões em financiamentos no último ano, um aumento de 10% em relação a 2023, incentivando investimentos no setor.
A modernização do agronegócio também passa pelo desenvolvimento de soluções voltadas para a inclusão de pequenos produtores. Cooperativas digitais e startups do setor têm desempenhado um papel fundamental na democratização do acesso à tecnologia, permitindo que agricultores de menor porte utilizem ferramentas avançadas para gestão da produção, otimização do solo e redução de desperdícios.
A formação e capacitação de profissionais no setor agropecuário é outro fator crucial para garantir o crescimento sustentável da atividade. Cursos de especialização em tecnologia aplicada ao agronegócio, como MBAs voltados para inovação e sustentabilidade no setor, têm sido fundamentais para preparar gestores e produtores para os desafios da modernização.
Fonte: Pensar Agro
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Mato Grosso exporta US$ 2,1 bilhões em setembro para 115 países
Mato Grosso exportou US$ 2,1 bilhões em setembro e encerrou o mês como o 6º maior exportador do Brasil, responsável por 6% das vendas brasileiras ao exterior. Os produtos mato-grossenses chegaram a 115 países, com o milho liderando os embarques. Como as importações somaram US$ 233 milhões, o Estado registrou um saldo positivo de aproximadamente US$ 1,9 bilhão na balança comercial.
Os números integram o boletim de comércio exterior elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), por meio do DataHub MT, com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O desempenho acumulado está acima do registrado no ano passado. Entre janeiro e setembro, Mato Grosso vendeu US$ 26,5 bilhões ao mercado internacional, crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa US$ 3,8 bilhões a mais em exportações.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a força exportadora de Mato Grosso deve ser acompanhada pela ampliação do processamento da produção dentro do Estado.
“Mato Grosso é um grande exportador e tem um papel importante no abastecimento de mercados internacionais. O Governo tem atuado fortemente para que essa capacidade também se traduza em mais agroindustrialização. Queremos ampliar a transformação da nossa produção aqui, agregar valor ao que vendemos e gerar mais empregos e renda para os mato-grossenses. Além de produzir e exportar commodities, precisamos aproveitar cada vez mais as oportunidades que a indústria oferece”, afirma.
Em setembro, o milho respondeu por US$ 641,1 milhões, equivalentes a 30,3% das exportações estaduais. Na sequência aparecem a soja, com US$ 354 milhões, e a carne bovina congelada, com US$ 257,5 milhões. Farelo e resíduos da extração do óleo de soja somaram US$ 249,3 milhões, enquanto o algodão alcançou US$ 163,3 milhões.
A China foi o principal destino dos produtos mato-grossenses, com compras de US$ 342,3 milhões, ou 16,2% do total. Países Baixos, Egito, Irã e Espanha completaram a lista dos cinco maiores compradores no mês.
Na comparação com agosto, o valor exportado caiu 12,6%. Frente a setembro de 2025, a redução foi de 6,2%. O volume embarcado totalizou 4,75 milhões de toneladas, queda de 23,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Do lado das importações, os fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados concentraram 54,5% dos US$ 233 milhões gastos pelo Estado em setembro. Defensivos e reguladores para plantas representaram outros 22,7%, mostrando o peso dos insumos agrícolas nas compras internacionais.
No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as importações chegaram a US$ 2 bilhões. Com isso, a diferença entre as vendas e as compras externas de Mato Grosso ficou positiva em US$ 24,5 bilhões, avanço de 17,9% sobre o mesmo período de 2025.
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