MATO GROSSO
Ação conjunta prende no Paraná líder de facção criminosa que atuava no município de Sorriso
MATO GROSSO
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO-MT), em conjunto com o Batalhão de Polícia Militar de Sorriso e Polícia Militar do Paraná prendeu, na tarde nesta quinta-feira (26.12), no sul do País, um foragido da justiça de Mato Grosso que atuava no município de Sorriso e responsável por diversos crimes ocorridos na cidade.
O criminoso é considerado de alta periculosidade e um dos principais investigados na Operação Dissidência, deflagrada pela Ficco-MT em março do ano passado; e pela Operação Xeque Mate, da Delegacia da Polícia Civil de Sorriso, em novembro de 2022.
Em 2023, o investigado preso nesta quinta-feira foi alvo de uma ação do Batalhão de Operações Especiais e da Força Tática de Mato Grosso, mas conseguiu fugir, após uma intensa troca de tiros. Na ação, um criminoso morreu.
A partir de então, a Ficco-MT passou a realizar diversas diligências para localizar e prendê-lo. Depois da troca de informações com equipes do BPRONE da Polícia Militar do Paraná foi possível efetuar a prisão do foragido, que foi localizado na cidade de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba. No momento da prisão, o criminoso apresentou um documento falso e foi preso também em flagrante e encaminhado para a Polícia Civil da cidade.
A Ficco-MT é uma força integrada e composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Polícia Militar e tem por objetivo a atuação conjunta e integrada no combate ao crime organizado em Mato Grosso.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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