CUIABÁ

MATO GROSSO

Alunos de escola técnica da Seciteci desenvolvem tijolo sustentável à base de algodão

Publicados

MATO GROSSO

Estudantes da Escola Técnica Estadual (ETEC) de Campo Verde desenvolveram um tijolo feito à base de resíduos de algodão, que pode reduzir a temperatura dos ambientes e valor das obras, além de ajudar o meio ambiente. O projeto foi elaborado no curso Técnico em Têxtil da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci).

Chamado de “EcoTijolo”, o projeto teve início com a coleta dos resíduos sólidos gerados no beneficiamento do algodão, uma das principais culturas agrícolas de Campo Verde. Foram usados caroços, fibras residuais e partículas, que foram então secados ao sol para remoção de umidade e triturados.

De acordo com os alunos, o uso dos resíduos (fibrilha) reduz o custo de produção, o que deixa o produto mais atrativo economicamente. Posteriormente, o material foi misturado com proporções específicas de areia e cimento, passando depois por testes laboratoriais que comprovaram uma resistência similar a dos tijolos convencionais.

Participaram do trabalho os estudantes: Evandro Carlos Almeida de Aguiar, João Gabriel de Oliveira Mello, João Kelwin Nunes Pereira, Karllos Henrik de Azevedo Alves e Victor Gabriel dos Santos.

Leia Também:  Referência na produção de hortaliças, casal recebe assistência técnica da Empaer

A orientadora do projeto, Manoela Lara Dias, afirma que esse é mais do que um exemplo de inovação tecnológica. Segundo ela, é uma solução prática que une o setor agrícola, educacional e social em prol de um futuro mais sustentável e inclusivo.

“Ideias como essa colocam a Escola Técnica de Campo Verde como referência em sustentabilidade, enquanto transforma os resíduos em possibilidades”, avalia a professora.

Manoela também destacou o potencial do projeto em fortalecer laços entre a Escola Técnica e a comunidade.

“A utilização de EcoTijolos em obras locais, como escolas, centros comunitários e residências, reforça o impacto social do projeto. Os alunos envolvidos ganharam novas habilidades práticas e uma visão empreendedora, formando uma geração de profissionais comprometidos com soluções criativas e sustentáveis para os desafios atuais”.

Os resultados da fabricação do Ecotijolo com resíduos de algodão demonstraram alta viabilidade técnica e ambiental. Isso porque, além de reduzir o desperdício gerado pela cultura do algodão, contribui para a preservação ambiental ao minimizar a extração de recursos naturais e a emissão de carbono. Também alia economia circular e eficiência energética, promovendo construções mais ecológicas e acessíveis. Chama atenção ainda o fato desse tipo de material deixar as construções mais frescas.

Leia Também:  TCE-MT disponibiliza nova edição do Boletim de Jurisprudência, que entra no 10° ano de publicação em 2023

O estudante Evandro Carlos ressalta que o apoio da escola foi importante para o desenvolvimento do projeto, principalmente por parte da professora orientadora. Cita ainda que o desenvolvimento do trabalho contribui com o processo de aprendizagem.

A Seciteci conta atualmente com 15 escolas técnicas. Em 2025, serão 17 unidades ofertando cursos vocacionados para demandas de cada região de Mato Grosso, como Agronegócio, Agricultura, Enfermagem, Meio Ambiente, Saúde Bucal, entre outros.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Robôs reforçam roçagem e agilizam limpeza das avenidas de Cuiabá

Publicados

em

A Prefeitura de Cuiabá reforçou os serviços de conservação em grandes corredores viários da Capital com o uso de equipamentos de roçagem mecanizada, que são conhecidos popularmente como robôs. 

 A tecnologia foi empregada pelas equipes da  Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) em trechos das avenidas do CPA, dos Trabalhadores e Hélder Cândia, com o objetivo de ampliar o alcance e dar mais agilidade ao trabalho em áreas extensas.

Diferentemente da roçadeira convencional, que precisa ser transportada e operada diretamente pelo trabalhador, o equipamento mecanizado permite maior mobilidade durante a execução do serviço. A ferramenta é utilizada principalmente em praças e avenidas, onde há áreas maiores que exigem roçagem.

Segundo o operador de roçadeira da Limpurb, Pedro Paulo Macedo Pereira, a principal vantagem está na agilidade proporcionada pelo equipamento durante a execução do serviço.

“Com esse equipamento, o trabalho fica mais fácil e rápido. Ele consegue fazer mais serviço em menos tempo do que a roçadeira convencional”, contou.

A mecanização permite que as equipes avancem por áreas extensas com maior eficiência, especialmente em locais como canteiros e margens de grandes avenidas. O equipamento integra a estrutura utilizada pela Limpurb para ampliar a capacidade operacional das frentes de conservação.

Leia Também:  Primeiro réu levado a júri popular é condenado a 200 anos de prisão

Na Avenida dos Trabalhadores, onde Pedro Paulo atuou durante a manhã desta quinta-feira, a roçagem fez parte da programação de conservação prevista para diferentes pontos da Capital. O trabalho também foi programado para as avenidas do CPA e Hélder Cândia.

A adoção de equipamentos mecanizados contribui para ampliar a capacidade de atendimento das equipes e otimizar o tempo empregado na conservação de áreas públicas. A medida integra a rotina de manutenção realizada pela Prefeitura em diferentes regiões de Cuiabá.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA