MATO GROSSO
Programa Vida Leve garante mais saúde a servidores a partir de acompanhamento multidisciplinar
MATO GROSSO
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| O programa foi encerrado no último dia 10 e trouxe melhorias consideráveis a servidores que apresentavam quadros como obesidade, diabetes, colesterol alto e hipertensão. |
O projeto Vida Leve, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), demonstrou o impacto das pequenas mudanças na construção de uma vida plena e saudável. Realizado pela Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas, por meio do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NQVT), o programa foi encerrado no último dia 10 e trouxe melhorias consideráveis a servidores que apresentavam quadros como obesidade, diabetes, colesterol alto e hipertensão.
É o caso de Josiele do Espírito Santo, que driblou a correria do dia a dia e substituiu uma série de hábitos. “A reeducação alimentar foi a parte mais difícil, principalmente por conta dessa correria do dia a dia, que faz com que a gente acabe escolhendo as opções mais fáceis, mas que nem sempre são as mais saudáveis.”
A participante, que obteve os melhores resultados do programa e perdeu 6kg e 17 cm de circunferência abdominal ao longo dos últimos meses, destacou que o apoio da equipe multidisciplinar foi fundamental no processo. “Eu tinha muita dependência do açúcar, mas hoje já não consigo mais consumir. Para mim, isso foi uma grande vitória, pois me ajudou a controlar a ansiedade e a melhorar minha qualidade de vida”, relatou.
De acordo com a coordenadora do NQVT, Estela Biancardi, mais do que a perda de peso, o programa priorizou o bem-estar por completo. Assim, a partir do acompanhamento individualizado, o Vida Leve garantiu suporte nutricional, físico e psicológico aos servidores desde agosto. “Os resultados mostram que a metodologia aplicada foi eficaz, com avanços concretos na saúde.”
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| A participante Josiele do Espírito Santo obteve os melhores resultados do programa. |
O trabalho considerou resultados de exames laboratoriais obtidos em maio, durante a Semana da Saúde, quando foram oferecidos serviços como pesagem e rastreamento de sedentarismo, dentre outros. À época, foi detectado, por exemplo, que 46% dos participantes estavam com sobrepeso, enquanto outros 21% apresentavam quadro de obesidade grau I, 21% obesidade grau II e 6% obesidade grau III.
Agora, diante do progresso constatado, Estela adiantou que para 2025 a iniciativa será ampliada. “Realizamos uma mobilização inicial, convidando os servidores a participarem, e acompanhamos aqueles que apresentavam alterações nos exames. Dos 54 participantes que iniciaram o projeto, 30 permaneceram até o final, o que é um sucesso”, completou.
Nos últimos meses, os participantes foram orientados para a prática de atividades físicas, receberam sugestões de cardápio e tiveram o histórico clínico analisado. A proposta, segundo a nutricionista Luiza Pinheiro Miranda, foi garantir atendimento individualizado, respeitando as condições de saúde e as particularidades de cada um.
Neste contexto, Luiza também reforçou que as mudanças são graduais e parabenizou o esforço dos participantes. “Foi gratificante acompanhar a dedicação de todos e ver como cada pequena mudança se transformou em grandes conquistas. Agora, queremos conscientizar mais servidores sobre os benefícios que isso traz para o trabalho, como mais disposição, melhor sono e maior vitalidade”, concluiu.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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