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900 pessoas são presas e mais de 250 ordens judiciais são cumpridas em duas semanas de operação

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Nas duas semanas da Operação Tolerância Zero ao Crime Organizado, a Polícia Militar encaminhou mais de 900 pessoas às delegacias e a Polícia Civil cumpriu mais de 250 ordens judiciais. As ações integram as medidas estratégicas lançadas pelo governador Mauro Mendes, no dia 25 de novembro, com o objetivo de combater o crime organizado e reduzir índices criminais.

“As ações da Segurança Pública foram intensificadas com o objetivo de combater as organizações criminosas e, consequentemente, reduzir os índices de criminalidade, incluindo mortes violentas, como homicídios e latrocínios. Essas operações, que fazem parte do pacote de medidas lançado pelo governador Mauro Mendes, representam uma resposta firme aos criminosos, que não ficarão impunes. Estamos apertando o cerco e daremos uma resposta à altura”, destacou o secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri.

O secretário apontou também que Mato Grosso mantém um índice de solução de homicídios superior à média nacional. Em 2023, o estado alcançou a taxa de 94,7% de casos resolvidos. Já em 2024, até outubro, o percentual chega a 90,3%.

Ostensividade em todo estado

Em duas semanas de operação, a Polícia Militar encaminhou 900 pessoas às delegacias, sendo 422 delas em situação de flagrante. As ações ocorreram simultaneamente em todos os 15 Comandos Regionais para aumentar o combate às facções criminosas no Estado e garantir a ordem pública para a população.

Na primeira semana da ação, de 25 de novembro a 1º de dezembro, 424 pessoas foram conduzidas para delegacias, das quais 212 em flagrante. 490 quilos de entorpecentes também foram retirados de circulação pela PM em todo o Estado. Nesse período, foram registrados 483 boletins de ocorrência e 20 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO).

Na segunda edição, entre os dias 2 e 8 de dezembro, 477 pessoas foram levadas às delegacias, das quais 210 em situação de flagrante. Também foram registradas 75 ocorrências relacionadas ao tráfico e ao uso ilícito de drogas.

Investigações e cumprimento de mandados

A Polícia Civil, por sua vez, realizou 16 operações entre 25 de novembro e 10 de dezembro, resultando no cumprimento de 258 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão e de busca e apreensão. Além disso, foram realizados bloqueios e sequestros de bens avaliados em dezenas de milhões de reais.

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Entre as operações da PJC, destaca-se a segunda fase da operação Follow the Money, deflagrada no dia 10 de dezembro. Nessa investigação, bens móveis e imóveis sequestrados somaram aproximadamente R$ 10 milhões. A operação, conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Sinop, teve como alvos três investigados por atuarem como laranjas na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no município.

Entre os 11 imóveis sequestrados na Follow the Money, estão quitinetes, casas em construção e uma chácara à beira de um rio, todos em Sinop, além de dois imóveis em Altamira, no Pará. Também foram sequestrados veículos e contas sociais de uma empresa. As ordens judiciais, expedidas pela 5ª Vara Criminal de Combate ao Crime Organizado de Sinop, incluíram três prisões preventivas, buscas domiciliares e o sequestro de bens móveis e imóveis.

Outro destaque foi a Operação Fair Play, deflagrada para cumprir 19 mandados judiciais, incluindo prisões e buscas, contra um grupo criminoso que lavava dinheiro do tráfico em Cuiabá, com a aquisição de imóvel no litoral sul do país. A operação é um desdobramento do Apito Final, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) de abril deste ano, que investigou o tesoureiro de uma facção criminosa e também o principal alvo da Fair Play.

No âmbito da Fair Play, o juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, do Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá, determinou a suspensão das atividades econômicas do time de futebol amador “Amigos WT” e de uma empresa mecânica de fachada, que eram usadas para lavar o dinheiro do tráfico.

Segundo a GCCO, o time de futebol pertence a Paulo Witer Faria Paelo, conhecido como WT, tesoureiro de uma facção criminosa em Cuiabá. A empresa mecânica, aberta em 2017, é apontada como fachada para atividades ilícitas lideradas por WT. Ambas as pessoas jurídicas foram usadas para movimentar valores oriundos do tráfico de drogas, camuflados por meio de atividades esportivas e comerciais.

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Outras operações foram realizadas pela Polícia Civil em cidades como Primavera do Leste, Juruena, Apiacás, Confresa, Ribeirão Cascalheira, Várzea Grande, Alto Taquari, Poconé, Cáceres, Querência, Sinop, São Félix do Araguaia, Rondonópolis, além de Altamira (PA) e Itapema (SC).

Entre 25 de novembro e 10 de dezembro, a Polícia Civil realizou as seguintes operações: Operação Intolerance Ii – Erga Omnes; Operação 777; Operação Fair Play – Erga Omnes; Operação Office Crime; Operação Rastro da Verdade; Operação Preço Fatal; Operação Occultus – Erga Omnes; Operação Redoma – Erga Omnes; Operação Energia Limpa; Operação Cruciatus; – Operação Inativados – Erga Omnes; Operação Smurffing; Operação Ordem Pública – Erga Omnes; Operação Sintetics – Erga Omnes; Operação Gambino; Operação Follow The Money – Erga Omnes; Operação Extorsio.

Apreensões de drogas

A Polícia Civil também realizou grandes apreensões de drogas. No dia 9 deste mês, mais 1.350 tabletes de entorpecentes foram interceptados e apreendidos pelas Forças de Segurança Pública, na região do município de Alto Taquari. O carregamento estava na carroceria de uma camionete Toyota Hilux.

A ação foi realizada pela Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar. Outros dois veículos que faziam a escolta da droga foram apreendidos. O condutor de um dos carros foi preso em flagrante delito.

No dia 2 de dezembro, cerca de 1,1 tonelada de maconha foi apreendida pela Polícia Civil em uma residência no bairro Santa Isabel, em Várzea Grande.

A ação da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) resultou também na apreensão de R$ 35 mil em dinheiro, uma camionete, drone, simulacro de arma de fogo, celulares, notebook, balanças de precisão, munição, entre outros materiais.

Um casal foi surpreendido e encaminhado com todo material apreendido para a DRE, onde foram interrogados e autuados em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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