MATO GROSSO
Primeira-dama de MT coordena reunião de lançamento do Programa SER Família Fé e Vida
MATO GROSSO
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, juntamente com o presidente da MT Par, Wener Santos, coordenou a reunião de alinhamento para o lançamento do Programa SER Família Fé e Vida, nesta segunda-feira (09.12), no auditório Ponce de Arruda, no Palácio Paiaguás. O projeto é uma ação do Governo do Estado, que visa promover a conscientização sobre a prevenção do suicídio e oferecer apoio emocional e espiritual às pessoas em situação de vulnerabilidade.
Idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes com o apoio do presidente da MT Par, Wener Santos, o programa conta com o apoio do projeto Fé e Vida, criado pelo Padre Fábio de Melo.
“O objetivo é incentivar o diálogo sobre saúde mental, emocional e espiritual a quem precisa, e promover a conscientização sobre a depressão, um dos fatores que mais contribui para o suicídio”, explicou a primeira-dama.
“Dona Virginia estava conversando conosco dias atrás sobre uma postagem que mostra um caso de suicídio, e ela não imaginava a repercussão que daria com esse tema tão polêmico. Foi aí que essa parceria teve início. Para nós, é uma grande honra abraçar com ela esse programa”, pontuou o presidente da MT Par, Wener Santos.
A reunião contou com a presença de padres, pastores e representantes de diversas igrejas, refletindo a união de esforços em prol de uma causa comum. “Essa união de diferentes religiões é crucial para ampliar o alcance da mensagem de esperança e apoio, ajudando a criar um espaço de diálogo aberto sobre temas muitas vezes difíceis, como a depressão”, afirmou Virginia Mendes.
Representando os pastores e pastoras, Eliel Souza, da Igreja Assembleia de Deus, destacou que o evento vem no momento certo. “Nós cremos que tudo acontece no tempo de Deus, e acreditamos que esse projeto foi determinado por Deus para vidas, e vida é algo precioso para nosso Deus”.
O padre Tony Peregrino, representando os padres presentes, ressaltou a importância de promover a vida.
“Conforme diz a palavra de Deus, ‘a tristeza já matou muitos e a tristeza continua a matar’. Nós precisamos promover a vida desde a sua concepção, e precisamos cuidar quando as pessoas estão morrendo, desistindo de viver. Nosso dever é resgatar vidas. Então, vamos abraçar essa missão junto com o programa SER Família Fé e Vida”.
Virginia Mendes compartilhou um pouco de sua própria experiência, lembrando que enfrentou duas crises depressivas. “Eu sei o que é passar por esse sofrimento. Hoje, me sinto confortável para compartilhar minha história e ajudar outras pessoas que também estão passando por momentos difíceis”.
“Agradeço a todos os pastores, pastoras, padres, primeiras-damas municipais e prefeitos que puderam estar conosco neste encontro”, agradeceu a primeira-dama de MT.
A programação do programa SER Família Fé e Vida conta com serviços de cidadania, oferecidos pelas Secretarias de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), de Saúde (SES), da Educação (Seduc), palestras com renomados profissionais da área da saúde, entre outros.
A primeira etapa do programa ocorrerá nas seguintes cidades de Mato Grosso:
• Cuiabá: Quinta-feira, 12 de dezembro, no Ginásio Aecim Tocantins, às 18h (com serviços de cidadania, saúde e educação), e às 20h30, evento com o Padre Fábio de Melo;
• Sorriso: Sexta-feira, 13 de dezembro, no Centro de Eventos;
• Campo Novo do Parecis: Sábado, 14 de dezembro, na Praça Odenor Ortolan;
• Tangará da Serra: Domingo, 15 de dezembro, na Praça dos Pioneiros;
• Campo Verde: Segunda-feira, 17 de dezembro, no Parque das Araras;
• Nova Marilândia: Terça-feira, 18 de dezembro, no Centro de Eventos.
“O programa é uma oportunidade de acolher e ajudar aqueles que enfrentam dificuldades emocionais. Esperamos, com ele, levar apoio e esperança a muitas famílias, combatendo o estigma em torno da saúde mental e mostrando que é possível buscar ajuda”, concluiu Virginia Mendes.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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