CUIABÁ

MATO GROSSO

TCE-MT aprova solução para reduzir judicialização na saúde e agilizar atendimento ao usuário do SUS

Publicados

MATO GROSSO

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
Ilustração
A solução foi debatida em mesa técnica concluída nesta quinta-feira. Clique aqui para ampliar

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) concluiu, nesta quinta-feira (5), mesa técnica que buscava apontar solução para reduzir a judicialização na saúde e garantir celeridade às demandas relacionadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), além de mais controle sobre os recursos públicos. Após mais de um ano de debate, foi  aprovada a criação de um fluxo aprimorado para as Representações Pré-Processuais (RPPs) no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Saúde Pública (CEJUSC). 

Conduzida pela Comissão Permanente de Normas, Jurisprudência e Consensualismo (CPNJur), presidida pelo conselheiro Valter Albano, a mesa técnica foi solicitada pelo presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador Mário Kono, e também deve evitar bloqueios judiciais de recursos, otimizando os gastos da gestão pública com essas demandas. 

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
Ilustração
A mesa foi conduzida pela Comissão Permanente de Normas, Jurisprudência e Consensualismo (CPNJur), presidida pelo conselheiro Valter Albano.

Na ocasião, Valter Albano chamou a atenção para a complexidade do trabalho e classificou a medida como “o marco zero” no assunto. “Esse é um regramento inicial que será ajustado ao longo do tempo, sempre com o objetivo de melhor atender o cidadão e garantir que cada órgão e poder público cumpra o seu papel”, declarou.

Para tanto, o processamento das RPPs será realizado em conjunto pelo Poder Judiciário, pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) e pela Procuradoria Geral do Estado (PGE/MT). O trabalho será acompanhado pela Comissão Multissetorial de Apoio e Gerenciamento dos Resultados da Mesa Técnica, sob liderança do conselheiro Guilherme Antonio Maluf, que relatou a mesa técnica.

Leia Também:  Corregedoria-Geral instala cartório no distrito de União do Norte
Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
Ilustração
Relator da mesa técnica, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, que também preside a Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE.

Presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE-MT, Maluf destacou que a solução aumenta o potencial de investimentos no setor. “O principal objetivo é diminuir as filas de espera para procedimentos eletivos sem a necessidade de judicialização. Além disso, ao evitar bloqueios judiciais, o Estado poderá aplicar recursos com mais eficiência, economizando e beneficiando os cidadãos”, afirmou. 

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
Ilustração
A mesa técnica foi solicitada pelo presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJMT, desembargador Mário Kono.

Para o desembargador Mário Kono, a medida também trará previsibilidade aos usuários do sistema. “O paciente poderá saber, de forma mais clara, quando será atendido. A solução elimina trâmites burocráticos, garantindo agilidade e eficiência na prestação de serviços. É um avanço que une esforços de diferentes instituições para beneficiar diretamente o usuário do SUS”, afirmou. 

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
Ilustração
Secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo acredita que a iniciativa vai servir de modelo para outros estados.

A expectativa é que a iniciativa sirva de modelo para outros estados, consolidando Mato Grosso como referência na gestão eficiente de demandas de saúde pública. “Essa mesa técnica amplamente discutida e trabalhada reflete um esforço coletivo de pensar no cidadão, garantindo mais eficiência e qualidade no atendimento à saúde pública”, pontuou o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.  

Leia Também:  Documento de identificação de autista passa a ser emitido pelo aplicativo MT Cidadão

De acordo com o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, a medida atende a uma necessidade urgente do Estado. “O excesso de demandas judiciais e os bloqueios de recursos financeiros impactavam diretamente o orçamento estadual. Com essa solução, ganhamos em eficiência, gastando melhor e ordenadamente, sempre pensando na qualidade do atendimento à população”, explicou. 

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
Ilustração
O procurador-geral de Contas, Alisson Carvalho de Alencar, também participou ativamente da busca pela solução técnico-jurídica aprovada nesta quinta-feira.

Entre os resultados da mesa técnica também estão a criação de uma tabela de referência para parametrizar valores de procedimentos médicos e a definição de regras mais rigorosas para a cotação de preços e contratos. Soma-se a isso a adoção das melhores práticas e normas do SUS, o que vai assegurar uma análise mais objetiva na resolução dos conflitos recebidos pelo CEJUSC.  

O titular da 7ª Promotoria de Justiça Cível da Capital – Defesa da Cidadania (Saúde), promotor Milton Mattos, enfatizou a rapidez que o novo fluxo trará ao trabalho. “O cidadão terá uma resposta sobre sua demanda em até cinco dias. Isso respeita a fila de procedimentos eletivos e cria uma base de dados importante para nortear políticas públicas, ajudando o Estado a identificar falhas no sistema de saúde”, concluiu.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br

Fonte: TCE MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

Publicados

em

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

Leia Também:  Seduc intensifica programa para recuperar aprendizagem no Ensino Médio com mobilização de famílias

O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

Leia Também:  Justiça Comunitária visita cidades que vão receber a 16ª edição do Ribeirinho Cidadão

Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA