POLITÍCA NACIONAL
Comissão aprova parâmetros para abrigos de animais domésticos resgatados
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria o Programa Protetor Microempreendedor, para regularizar e formalizar estabelecimentos de protetores de animais domésticos resgatados.
Os serviços de hospedagem desses animais, de acordo com o texto, deve atender às seguintes exigências, entre outras:
- todos os locais impermeáveis destinados à circulação e à permanência dos animais deverão possuir material liso, lavável e propiciar o adequado escoamento dos dejetos;
- os materiais no piso, teto, muros e nas paredes não pode representar risco à saúde e à segurança dos animais, sendo vedado o uso de ofendículos (como cacos de vidro sobre os muros, eletrificação, arame farpado, etc) em locais acessíveis aos animais;
- as condições de segurança deverãos er adequadas, de modo a evitar a fuga do animal;
- os animais que estejam contaminados por doenças infectocontagiosas devem ser mantidos em isolamento, separados dos demais animais hospedados no estabelecimento até o efetivo controle da doença.
No caso de animais resgatados provenientes de ações de fiscalização, o projeto estabelece que poderão ser encaminhados às hospedagens credenciadas, e o poder público será fiel depositário do animal até sua adoção.
O relator, deputado Delegado Matheus Laiola (União-PR), foi favorável à medida, que consta no Projeto de Lei 2534/24. “O projeto não apenas honra o compromisso com o bem-estar animal, mas também estimula o empreendedorismo responsável e solidário”, justificou.
No entanto, ele optou por retirar toda a parte do texto original que previa a penalidade para infratores.
Segundo o relator, nesse ponto poderá ser aplicada a Lei de Crimes Ambientais. Entre outras penas para crimes contra animais, essa legislação prevê prisão, de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda, para quem maltratar cães e gatos.
Pelo texto aprovado, as ações do PPM serão executadas pela União, em parceria com os estados, municípios e o Distrito Federal.
Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA MT
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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