CUIABÁ

MATO GROSSO

Projeto Nosso Judiciário visita Escola Estadual Professor Antônio Epaminondas

Publicados

MATO GROSSO

Mais de 100 alunos do 7º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Professor Antônio Epaminondas, localizado no bairro Lixeira, em Cuiabá, foram contemplados pelo projeto Nosso Judiciário, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), na última semana, em uma manhã repleta de conhecimento sobre direitos e deveres dos cidadãos e funcionamento do sistema de Justiça no Brasil.
 
As informações são passadas por meio de palestras e cartilhas ilustradas, elaboradas com linguagem simples e apropriada à idade dos estudantes, com exemplos do cotidiano, como ciberbullying, injúria e difamação, drogas, direitos do consumidor, Justiça gratuita, entre outros. “Foi de primordial importância porque é diferente nós da escola tentarmos sensibilizar para o assunto e uma pessoa de fora falar para os estudantes. É muito importante para que eles vejam e ouçam o que são os crimes cibernéticos, os crimes que podem acontecer na escola e quais são os prejuízos para eles”, disse Izabel da Silva, coordenadora da escola.
 
Segundo ela, a grande maioria dos pais não dispõe de tempo e nem das informações necessárias para orientar os filhos, devido à intensa rotina de trabalho, o que torna a oportunidade de aprendizado, proporcionada pelo Nosso Judiciário, ainda mais relevante. “É muito importante que eles levem esse assunto pra casa, conversem com os pais e passem essas informações”.
 
Para a estudante Ana Luiza Neves, de 16 anos, aluna do 1º ano do ensino médio, a palestra foi fundamental para que os alunos saibam, por exemplo, que existe a Justiça para as pessoas economicamente vulneráveis. “Eu achei uma palestra extremamente necessária, ainda mais no ambiente da comunidade, onde a maioria dos alunos não tinha conhecimento de tudo o que foi falado. Eu acho que foi muito importante porque assim eles vão conseguir levar esse conhecimento até a família deles, que muitas vezes sofrem com algum processo desse tipo, mas não sabem como resolver por não ter conhecimento de que o Estado ajuda nessas situações”.
 
Quem também compartilha dessa avaliação é a estudante Jully Arielly, 12 anos, aluna do 7º ano. “Achei a palestra boa porque pôde ensinar muitas coisas para os alunos. Metade dos alunos não sabia que a Justiça era gratuita. As pessoas fazem bullying na escola, aí pode fazer um boletim de ocorrência e isso pode gerar até uma indenização para a pessoa que sofreu o bullying”, disse, relatando o que aprendeu.
 
Nosso Judiciário – O projeto, conduzido pelos servidores Neifi Feguri e Antônio Cegatti, existe desde 2015, já tendo atendido mais de 30,5 mil estudantes de escolas públicas e privadas. Somente no primeiro semestre deste ano, foram 10 escolas visitadas, com mais de 1,5 mil estudantes de ensino fundamental e médio impactados. Além das palestras, os alunos ganham uma cartilha ilustrada, que pode ser utilizada em sala de aula e compartilhada com familiares e amigos. O projeto Nosso Judiciário está alinhado ao planejamento estratégico do Poder Judiciário de Mato Grosso, ao colocar em prática a visão institucional de ser uma justiça inclusiva, garantindo o acesso da sociedade aos serviços prestados, por meio da educação. 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Foto em plano aberto que mostra o pátio de uma escola estadual cheia de estudantes uniformizados sentados e assistindo a palestra proferida pelo servidor do TJMT, que está à frente, falando ao microfone. 
  
Celly Silva e Luana Daubian/Fotos: Anderson Borges 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Governo do Estado nomeia 99 professores aprovados em concurso
Propaganda

MATO GROSSO

ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

Publicados

em

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

Leia Também:  Instituições apresentam Plano de Trabalho para implantação do Provita

O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

Leia Também:  Dois projetos do MPMT recebem Prêmio Conexão Inova

Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA