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Investigada em três operações contra crime organizado e tráfico é presa pela Polícia Civil no sul de MT

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A equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis prendeu, nesta segunda-feira (25.11), uma mulher investigada em três operações da Polícia Civil contra o tráfico de drogas e organização criminosa na região sul do Estado.

P.M.K., de 29 anos, foi localizada pela equipe policial em uma universidade privada de Rondonópolis, onde ela apresentaria o trabalho de conclusão do curso de direito. O mandado de prisão preventiva foi decretado pela 7a Vara Criminal de Cuiabá.

Conforme as investigações da Derf de Rondonópolis, a mulher integra uma organização criminosa e era responsável pelas finanças da associação formada para gerir o tráfico de drogas na região central da cidade.

Ela e o marido, W.H.L.R., que está detido na Penitenciária da Mata Grande, foram identificados como responsáveis pela distribuição de drogas em Rondonópolis e em outras cidades da região Sul de Mato Grosso. A investigada foi presa pela Derf anteriormente pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico e integrar organização criminosa. P.M.K. foi investigada pela DHPP de Rondonópolis por tortura e homicídios praticados pela facção criminosa.

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Operações policiais

P.M.K. é investigada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Rondonópolis desde 2019. Ela foi alvo naquele ano da Operação Reditus, de combate à organização criminosa e associação para o tráfico de drogas. A Reditus foi deflagrada para cumprimento de 108 ordens judiciais, sendo 67 mandados de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão domiciliar. Foram presos na ocasião 57 alvos nas cidades de Rondonópolis, Pedra Preta, Cuiabá (MT) e Amambai (MS).

Na Operação Rouge, também contra organização criminosa e associação para o tráfico, a investigada foi alvo de prisão. Deflagrada em novembro de 2020 pela Polícia Civil, a operação foi realizada para reprimir crimes praticados e desarticular uma facção criminosa na região. Foram efetuadas 14 prisões preventivas e 15 buscas contra os alvos investigados.

Já a Operação Nova Canaã, deflagrada há um ano, a Derf cumpriu 26 buscas e três prisões contra um grupo que tinha pontos de vendas de drogas em várias áreas da cidade, como no centro de Rondonópolis e no bairro Nova Canaã.

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Em 2021, a Derf cumpriu buscas no endereço da investigada, que resultaram na apreensão de R$ 45.300 mil, provenientes do tráfico de drogas.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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