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Casa Cuiabana recebe workshop sobre equidade racial e representatividade na comunicação neste sábado (23)

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O Centro Cultural Casa Cuiabana recebe no próximo sábado (23.11), das 8h às 18h, o Workshop “Vozes Negras de Mato Grosso: por uma Comunicação mais diversa”, que busca sensibilizar e capacitar sobre a importância da equidade racial e da representatividade na produção de conteúdos midiáticos.

Direcionado a jornalistas, profissionais e estudantes de comunicação de todo o Estado, o evento é gratuito e os participantes terão direito a certificado emitido pelo Instituto Federal de Mato Grosso. As inscrições são feitas por este link.

As atividades visam ampliar a visibilidade das vozes negras e indígenas e conscientizar sobre práticas de comunicação antirracistas, bem como refletir sobre a ocupação do mercado de trabalho por profissionais negros e indígenas na área. Também será divulgada uma lista de fontes negras para serem utilizadas pela comunicação.

Com o tema “Relações Raciais e Comunicação: Construindo Narrativas de Inclusão e Diversidade”, a palestra magna do evento será feita pela professora doutora e pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação da UFMT (Nepre/UFMT) Cândida Soares.

A programação conta ainda com a mesa de debate “As fontes falam. Você escuta?”, e com os painéis “Diálogos com representantes dos movimentos negros e indígenas de Mato Grosso” e “Como evitar estereótipos e preconceitos na produção de conteúdos midiáticos”. Os temas serão debatidos e apresentados por renomados especialistas negros, ciganos e indígenas de Mato Grosso.

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Haverá também um espaço para a apresentação de boas práticas de equidade racial na comunicação de Mato Grosso. O evento se encerrará com um sarau no quintal da Casa Cuiabana, com apresentações culturais, palco livre e bebidas grátis para os participantes.

O 1º Workshop de Equidade Racial de Mato Grosso “Vozes Negras de Mato Grosso: por uma Comunicação mais diversa” é uma realização da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-MT), do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, e conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Serviço

Workshop “Vozes Negras de Mato Grosso: por uma Comunicação mais diversa”

Data: sábado (23.11), das 8h às 18h

Onde: Centro Cultural Casa Cuiabana

Inscrições: https://linktr.ee/cojiramatogrosso

Mais informações: Instagram @cojiramatogrosso
E-mail: cojiramatogrosso@gmail.com

Fonte: Governo MT – MT

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95 anos da padroeira do Brasil; entenda

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Em 1717, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso navegavam pelo Rio Paraíba do Sul, no estado de São Paulo. Após diversas tentativas frustradas de pesca, os homens encontraram uma imagem de barro que estava submersa. Ao retirá-la da água, perceberam que se tratava de uma imagem da Virgem Maria, mais precisamente, da Imaculada Conceição. Passaram a chamá-la, então, de Aparecida.

O achado foi um marco na vida dos pescadores, que começaram a relatar graças e milagres atribuídos à intercessão da Virgem. A fama da imagem se espalhou, atraindo devotos que vinham em romarias de diversas partes do Brasil. Mais de dois séculos depois, em 1930, o papa Pio XI assinou o decreto que proclamou Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil.

A cerimônia solene aconteceu apenas em 1931, no Rio de Janeiro, então capital federal, diante de cerca de 1 milhão de pessoas. À época, foi lido publicamente o decreto pontifício que declarava a Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira da nação brasileira. No mesmo dia, foram acrescentadas ao manto que veste a imagem as bandeiras do Brasil e do Vaticano.

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Décadas depois, em 1980, durante a primeira visita do então papa João Paulo II ao Brasil, o dia 12 de outubro foi oficialmente instituído como feriado nacional em honra à padroeira do país. Desde então, cerca de 10 milhões de peregrinos visitam todos os anos o Santuário Nacional de Aparecida, no estado de São Paulo, com o objetivo de renovar a fé e confiar intenções à Virgem Maria.

Para dom Vilson Dias de Oliveira, bispo emérito de Limeira (SP) e membro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida transcende as fronteiras do território brasileiro e se apresenta como “farol espiritual” no horizonte do catolicismo universal. Em carta, ele destaca a solicitude da santa pelos pequenos e pobres.

“O achado da pequena imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul não inaugurou apenas um capítulo na história da fé nacional, mas inscreveu no patrimônio da Igreja um acontecimento profundamente teológico: a manifestação da solicitude de Maria pelos pequenos, pelos descartados e pelos continentes que buscam a sua libertação e unidade no Evangelho de Cristo”, escreveu.

O religioso avalia que, para a América Latina como um todo, a devoção a Nossa Senhora Aparecida guarda “ressonância singular e profética”.

“O continente latino-americano, marcado por feridas históricas de desigualdade, mas iluminado por uma piedade popular fervorosa, encontra na Virgem de barro negro a expressão viva do rosto da própria Igreja continental.”

No documento, o bispo emérito avalia que a figura da Virgem Aparecida atesta para o mundo que Deus prefere manifestar sua grandeza por meio do que é frágil e humilde. A pequena imagem quebrada, recolhida do fundo das águas por mãos de pescadores simples, segundo ele, recorda que a verdadeira evangelização “nasce do amor encarnado na realidade concreta dos povos e das suas culturas”.

“Que as comunidades espalhadas por todo o Brasil e pelos países irmãos da América Latina não temam dar este passo audacioso. Diante dos desafios sociais, econômicos e espirituais que marcam o nosso tempo, a Virgem Aparecida nos recorda que Deus continua a realizar suas maiores maravilhas por meio dos humildes e organizados em comunidade”, concluiu dom Vilson Dias de Oliveira.



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