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Costureira transforma hobby em sucesso profissional com apoio da Desenvolve MT

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Fernanda Nabuco recebeu sua primeira máquina de costura em 2011, sem imaginar que aquele presente seria o ponto de partida para a realização de seu sonho empreendedor. Com o apoio da Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso – Desenvolve MT, ela investiu na compra de insumos, como tecidos, linhas entre outros, ampliando sua produção e consolidando seu ateliê, Costura Poética.

“Comecei costurando para amigos e familiares, depois percebi que poderia ser mais do que um hobby. Era uma maneira de estar com meu filho, de vê-lo crescer e, ao mesmo tempo, de construir algo meu”, relembra a empreendedora.

Foi com essa visão que, em 2019, Fernanda transformou o Costura Poética em uma marca oficial, escolhendo um nome que refletisse a essência de seu ateliê e de seu próprio caminho. Com a linha de crédito Mulher Empreendedora, da Desenvolve MT, conseguiu expandir seu negócio e diversificar suas coleções, que hoje incluem desde roupas infantis a peças para adultos, todas carregadas de significado.

Inspirada pelo exemplo de seus pais, que sempre trabalharam com artesanato e ressignificação de materiais, Fernanda cria coleções pensadas para dialogar com as histórias e os ciclos de vida de cada pessoa que as usam. Em sua última coleção, batizada de Ciclos, as bolsas e os acessórios contam pequenas poesias: “Nó de união entre mulheres, nó de ajuste, nó para unir e desatar, porque você é senhora das suas escolhas”.

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“O verdadeiro valor do ateliê vai além das peças que crio . É também sobre o tempo de qualidade com meu filho, a liberdade de organizar meu próprio trabalho e o desejo de incentivar outras mulheres a encontrarem suas próprias paixões”, conta Fernanda.

Além de expandir sua produção, Fernanda também está comprometida com o fortalecimento da comunidade ao capacitar outras mulheres. Em breve, ela oferecerá oficinas de costura e bordado, ensinando técnicas e compartilhando sua jornada de autodescoberta e crescimento pessoal.

“A história da Fernanda é um excelente exemplo de como a linha de crédito Mulher Empreendedora pode impulsionar negócios e transformar trajetórias. Ao investir em materiais e expandir suas operações, ela conseguiu não apenas crescer profissionalmente, mas também gerar impacto na comunidade ao inspirar e capacitar outras mulheres. É essa autonomia e fortalecimento que buscamos fomentar”, destaca Hélio Tito, Diretor de Desenvolvimento e Crédito.

A linha de crédito Mulher Empreendedora tem sido um recurso essencial para mulheres que querem ter o próprio negócio. Com juros acessíveis de até 0,37% ao mês, o programa disponibiliza até R$ 15 mil em financiamento para Microempreendedoras Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs). Além disso, para pagamento em dia há redução de até 30% na taxa de juros.

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A linha de crédito oferece condições que contribuem para o crescimento de empresas lideradas por mulheres, ajudando-as a expandir sua produção, aumentar a qualidade de seus produtos e ampliar sua atuação no mercado. Além de fomentar a independência e autonomia financeira, o programa incentiva o protagonismo feminino, promovendo a geração de renda e o fortalecimento da economia local.

* Com supervisão de Clara Campos.

Fonte: Governo MT – MT

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95 anos da padroeira do Brasil; entenda

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Em 1717, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso navegavam pelo Rio Paraíba do Sul, no estado de São Paulo. Após diversas tentativas frustradas de pesca, os homens encontraram uma imagem de barro que estava submersa. Ao retirá-la da água, perceberam que se tratava de uma imagem da Virgem Maria, mais precisamente, da Imaculada Conceição. Passaram a chamá-la, então, de Aparecida.

O achado foi um marco na vida dos pescadores, que começaram a relatar graças e milagres atribuídos à intercessão da Virgem. A fama da imagem se espalhou, atraindo devotos que vinham em romarias de diversas partes do Brasil. Mais de dois séculos depois, em 1930, o papa Pio XI assinou o decreto que proclamou Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil.

A cerimônia solene aconteceu apenas em 1931, no Rio de Janeiro, então capital federal, diante de cerca de 1 milhão de pessoas. À época, foi lido publicamente o decreto pontifício que declarava a Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira da nação brasileira. No mesmo dia, foram acrescentadas ao manto que veste a imagem as bandeiras do Brasil e do Vaticano.

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Décadas depois, em 1980, durante a primeira visita do então papa João Paulo II ao Brasil, o dia 12 de outubro foi oficialmente instituído como feriado nacional em honra à padroeira do país. Desde então, cerca de 10 milhões de peregrinos visitam todos os anos o Santuário Nacional de Aparecida, no estado de São Paulo, com o objetivo de renovar a fé e confiar intenções à Virgem Maria.

Para dom Vilson Dias de Oliveira, bispo emérito de Limeira (SP) e membro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida transcende as fronteiras do território brasileiro e se apresenta como “farol espiritual” no horizonte do catolicismo universal. Em carta, ele destaca a solicitude da santa pelos pequenos e pobres.

“O achado da pequena imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul não inaugurou apenas um capítulo na história da fé nacional, mas inscreveu no patrimônio da Igreja um acontecimento profundamente teológico: a manifestação da solicitude de Maria pelos pequenos, pelos descartados e pelos continentes que buscam a sua libertação e unidade no Evangelho de Cristo”, escreveu.

O religioso avalia que, para a América Latina como um todo, a devoção a Nossa Senhora Aparecida guarda “ressonância singular e profética”.

“O continente latino-americano, marcado por feridas históricas de desigualdade, mas iluminado por uma piedade popular fervorosa, encontra na Virgem de barro negro a expressão viva do rosto da própria Igreja continental.”

No documento, o bispo emérito avalia que a figura da Virgem Aparecida atesta para o mundo que Deus prefere manifestar sua grandeza por meio do que é frágil e humilde. A pequena imagem quebrada, recolhida do fundo das águas por mãos de pescadores simples, segundo ele, recorda que a verdadeira evangelização “nasce do amor encarnado na realidade concreta dos povos e das suas culturas”.

“Que as comunidades espalhadas por todo o Brasil e pelos países irmãos da América Latina não temam dar este passo audacioso. Diante dos desafios sociais, econômicos e espirituais que marcam o nosso tempo, a Virgem Aparecida nos recorda que Deus continua a realizar suas maiores maravilhas por meio dos humildes e organizados em comunidade”, concluiu dom Vilson Dias de Oliveira.



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