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Polícias Civis de MT e GO desarticulam grupo de estelionatários instalados em Cuiabá e Várzea Grande

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, na manhã desta quinta-feira (14.11), ordens judiciais referentes à Operação Ingannare, deflagrada com foco na desarticulação de um grupo de estelionatários instalado em Cuiabá e Várzea Grande. A ação foi realizada por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derfva), em apoio à Polícia Civil de Goiás.

Na operação foram cumpridos nove mandados, sendo quatro de prisão e cinco de busca e apreensão domiciliar, em alvos identificados em Cuiabá e Várzea Grande. Todos os mandados foram cumpridos, resultando na prisão de quatro envolvidos no esquema.

As investigações conduzidas pelo Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais de Goiás (Gepatri-GO) identificaram a organização criminosa que vinha aplicando golpes que lesaram vítimas em diversos estados do país.

O esquema fraudulento envolvia a criação de anúncios enganosos e contatos com as vítimas, que transferiam altas somas de dinheiro acreditando nas ofertas. A atuação do grupo gerou prejuízos financeiros significativos para diversas vítimas, incluindo o caso em que uma vítima sofreu um prejuízo de quase meio milhão de reais.

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Com apoio operacional da equipe da Derfva, foram apreendidos três veículos, um Toyota Corolla, um VW Tcross e uma motocicleta, que haviam sido adquiridos por meios ilícitos, além de R$ 5.240 em dinheiro e diversos aparelhos celulares, que serão periciados.

Para o delegado da Derfva, Diego Alex Martimiano da Silva, a operação é uma resposta à complexidade dos crimes, que afetavam não apenas vítimas em Mato Grosso, mas em outros estados do Brasil, mostrando a amplitude da atuação criminosa.

“A cooperação entre as instituições foi essencial para desarticular essa organização e garantir a segurança e a proteção dos cidadãos contra fraudes de grande impacto financeiro”, afirmou.

Ingannare

O nome da operação, que significa “enganar” em italiano, faz referência ao método utilizado pelo grupo para enganar as vítimas com falsas promessas de vendas de veículos e outros bens de alto valor.

A operação reforça o compromisso das Polícias Civis de Mato Grosso e Goiás na luta contra o estelionato e a proteção do patrimônio dos cidadãos, com ações estratégicas que visam coibir a atuação de grupos criminosos e alertar a população para que tome cuidado em transações virtuais e comerciais.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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