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Professores da Unemat integram Frente Parlamentar Mista Ambientalista na Câmara dos Deputados

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Os professores doutores em Ecologia da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Beatriz Schwantes Marimon e Ben Hur Marimon Junior, foram convidados para integrarem como cientistas a Frente Parlamentar Mista Ambientalista da Câmara dos Deputados, em Brasília.

A frente conta com 14 senadores e 180 deputados federais de todas as variantes ideológicas do Congresso Nacional. O convite se deu depois do lançamento do minidocumentário “Ponto de não retorno: Amazônia”, produzido pelo Fundo para a Conservação da Natureza (WWF-Brasil), nesta terça-feira (12.11).

Ben Hur Júnior durante as discussões no Congresso Nacional
Ben Hur Junior durante as discussões no Congresso Nacional

O chamado ponto de não retorno ocorre quando a devastação de um bioma chega a tal nível que não permite a recuperação natural da vegetação nativa. No caso da Amazônia, cientistas avaliam que um índice perto de 20% e 25% de devastação já tornaria irreversível a degradação do bioma.

O documentário também reforça a importância da Amazônia como reguladora do balanço de carbono e do clima global. Os pesquisadores enfatizam que a degradação da maior floresta tropical do mundo afeta todos os seres vivos, de maneiras que vão muito além do que se vê localmente, trazendo prejuízos não só ambientais, mas econômicos também, inclusive para o agronegócio.

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O lançamento do documentário foi acompanhado por discussões entre parlamentares e pesquisadores, que reforçaram a necessidade de políticas públicas mais eficazes para proteger o bioma amazônico e garantir que a Amazônia não atinja o ponto de degradação irreversível.

“Ainda é tempo de reverter a situação, mas temos que agir agora, pois este tempo está se esgotando”, adverte Ben Hur Junior.

Participaram das discussões professores da Unemat, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade de Leeds (Inglaterra), que destacaram as descobertas dos projetos realizados em parceria entre o Brasil e o Reino Unido.

Entre os protagonistas do documentário estão indígenas da etnia Xavante, os professores Ben Hur Marimon e Beatriz S. Marimon, da Unemat, a egressa do curso de Biologia da Unemat e mestre em Ecologia e Conservação Milene Alves, o professor da UFPA Antônio Carlos Lola da Costa, o professor da Universidade de Leeds, David Galbraith, e o Diretor Executivo do WWF Brasil, Mauricio Voivodic.

O minidocumentário “Ponto de não retorno: Amazônia” também destaca estudos do Projeto Seca Limite, uma parceria entre a Unemat, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e a Universidade de Leeds, da Inglaterra.

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*Com informações da Agência Câmara de Notícias

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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