MATO GROSSO
Escolas Técnicas Estaduais conquistam 9 prêmios na 16ª Mostra de Ciência e Tecnologia
MATO GROSSO
Estudantes e um professor de Escolas Técnicas Estaduais de Mato Grosso (ETECs) conquistaram nove dos 36 prêmios distribuídos da XVI Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (MECTI). O evento foi realizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), em Cuiabá, neste mês de outubro.
Entre os estudantes, venceram: Rui Pardal Ribeiro e Ronimarcos Passarello (da ETEC de Tangará da Serra); Gustavo Lima Pinheiro e Júnior Bergamo (ETEC Sinop); José Augusto Gomes de Souza (ETEC de Matupá); Andriele Brito Silva (ETEC Sinop); Otávio Jovem Andrade (ETEC de Cáceres); Luiz Fernando de Oliveira (ETEC Rondonópolis); Ana Clara Lana Costa (ETEC Cáceres), que levou dois prêmios, e a professora-orientadora Luana Carvalho, que foi premiada com bolsa de incentivo à pesquisa.
Rui Prado e Ronimarcos foram premiados com o trabalho “Alternativas Sustentáveis no Controle de Pragas em Sistemas Agrícolas”. Eles levaram um notebook fornecido pelo Instituto Farmun para a melhor pesquisa na área do agronegócio.
O trabalho de Rui e Ronimarcos desenvolveu e propôs, através do uso de inseticidas biológicos, uma alternativa sustentável no controle de pragas em sistemas agrícolas.
“É muito bom conhecer os estudos de outros alunos e colocar em prática os nossos conhecimentos”, afirma Rui. A pesquisa foi orientada pela professora Francilene Alves Fortes.
Também foram premiados em primeiro lugar na categoria Economia Criativa os alunos Gustavo Lima Pinheiro e Júnior Bergamo, orientados pelo professor Rafael de Augusto de Lima Gonçalves, da ETEC de Sinop. Eles propuseram um MDF Ecológico com resistência à água e chamas e ganharam um smartphone.
Outro destaque foi a pesquisa “SOMOS – Saúde Mental e Suporte Escolar”, da Escola Técnica Estadual de Cáceres. O projeto realizou um trabalho sobre a saúde mental dos estudantes da instituição, possibilitando a criação de estratégias que melhorem o bem-estar emocional dos alunos.
Ana Clara Lana Costa, aluna representante do projeto “SOMOS”, foi premiada com um smartphone pelo primeiro lugar na categoria Ciência no Ensino Técnico. Ela ainda levou como prêmio uma bolsa de iniciação científica júnior no valor de R$ 300 por mês pelo prazo de 12 meses. A professora-orientadora Luana Kateryne Carvalho Ferreira foi premiada com uma bolsa de incentivo no valor de R$ 770 pelo prazo de seis meses.
Luiz Fernando de Assis Oliveira, de Rondonópolis, também recebeu uma bolsa científica júnior (R$ 300 pelo prazo de 12 meses). O projeto “Sala Controlada” ofereceu solução inovadora para gestão de sala de aula. Visando a sustentabilidade e uma redução de custos operacionais, a ferramenta visa monitorar temperatura e luminosidade, identificando o uso desnecessário de sistemas de ar-condicionado e iluminação.
Andriele Brito Silva, de Sinop, foi premiada com uma bolsa científica júnior (R$ 300 pelo prazo de 12 meses) pelo projeto “Plataforma Instituição Amiga do Autista: acolhimento e atendimento especializado às pessoas com TEA”.
Também foi premiado em terceiro na categoria Economia Criativa o aluno José Augusto Gomes de Souza, de Matupá, com a pesquisa “Empreendendo com finanças: uma nova forma de ensinar. Ele levou uma bolsa de iniciação científica (R$ 300 por mês durante um ano).
Otávio Jovem Andrade, de Cáceres, venceu em primeiro lugar na categoria Ciência. Orientado pelo professor Douglas Castrillon Júnior, ele levou um smartphone com o projeto “Reciclagem de materiais na educação e saúde: construção de modelos de sistemas respiratórios utilizando manequins descartados, máscaras e barbantes”.
O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Allan Kardec, ressaltou a qualidade das pesquisas desenvolvidas pelas ETECs e apresentadas durante a XVI MECTI. “São trabalhos muito interessantes e que nos entusiasmam. Por isso, nosso projeto é ampliar esse tipo de evento com etapas regionais”.
O secretário adjunto de Educação Profissional e Superior da Seciteci, Dimorvan Alencar Brescancim, também ressaltou a importância do evento. “A MECTI incentiva a iniciação científica aos docentes e aos estudantes. As bolsas e as premiações oferecidas são muito importantes no processo de crescimento das iniciativas de ciência e tecnologia no Estado de Mato Grosso”.
A coordenadora de Educação Profissional e Tecnológica da Seciteci, Girlayne Menezes, seguiu na mesma linha de Allan e Dimorvan. “Um curso técnico coloca em prática a teoria. Esses projetos são frutos das aulas práticas desenvolvidas dentro de componentes curriculares dos nossos cursos. Com mais atividades assim, continuaremos tendo excelentes resultados”.
Elinez Rocha, que avaliou projetos do ensino médio, técnico e médio-técnico, também ressaltou a qualidade das pesquisas apresentadas pelas escolas que são ligadas à Seciteci.
“Foram bastante inovadores, na verdade. A gente tem projetos de destaque relacionados à robótica educacional, relacionados à agricultura sustentável, entre vários outros que, na verdade, vêm com essa pegada bem o aprender fazendo. Então, os alunos colocam a mão na massa, produzem protótipos, fazem plantios e a gente observa isso”.
Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação
Neste ano, a MECTI contou com mais de 140 projetos inscritos, dos quais 110 foram selecionados para apresentação na Mostra. Ao todo, foram distribuídos 36 prêmios, sendo 23 Bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) no valor de R$ 300 pelo prazo de 12 meses, nove smartphones, 1 notebook do Instituto Farmun e 3 bolsas CNPQ para professores no valor de R$ 770 pelo prazo de seis meses. As premiações se referem à educação básica e foram viabilizadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Instituto Farmum.
A MECTI ocorreu durante a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada entre os dias 22 e 24 de outubro, em Cuiabá. A iniciativa da Seciteci foi realizada em parceria com Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Fapemat e CNPQ.
Durante a SCNT, também houve premiação através do edital 010/2024 da Fapemat, que garantiu pela primeira vez R$ 190 mil em dinheiro para pesquisadores da educação superior. Os prêmios variaram individualmente de R$ 3 mil a R$ 18 mil.
Avanço
A Seciteci contava, em janeiro de 2023, com 10 ETECs em funcionamento. Atualmente, são 15 escolas com mais de 3 mil alunos apenas nos cursos técnicos. Em 2025, serão 17 unidades.
*Sob supervisão de Téo Meneses.
Fonte: Governo MT – MT
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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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