MATO GROSSO
Adolescentes em conflito com a lei são alvos da Operação Vapor
MATO GROSSO
Realizada pela Delegacia Especializada do Adolescente, em parceria com a Promotoria da Infância e Juventude de Barra do Garças e a unidade do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) no município, a Operação Vapor buscou desarticular atos infracionais análogos ao tráfico de entorpecentes. Três adolescentes em conflito com a lei foram alvos da operação, desencadeada na quarta-feira (16).
De acordo com informações do Gaeco de Barra do Garças, durante a operação foram realizadas três buscas e apreensões em residências ligadas aos alvos. Os agentes do Gaeco, em conjunto com policiais civis, conseguiram apreender celulares que podem conter evidências relacionadas ao tráfico.
Foi encontrada ainda quantidade de droga em posse de um suposto alvo que estava presente na residência. O indivíduo foi conduzido para a delegacia para registro de boletim de ocorrência e posteriormente liberado.
“A ação reflete o empenho das autoridades em enfrentar o problema do tráfico de drogas entre jovens e proteger a infância e adolescência na região. A colaboração entre as instituições é fundamental para garantir que atos infracionais sejam tratados com seriedade e que os adolescentes tenham acesso a medidas educativas, repressivas e preventivas”, destacaram as autoridades envolvidas na operação, os delegados Welber Batista Franco e Joaquim Leitão Júnior e os promotores de Justiça Wdison Luís Franco Mendes, Wellington Petrolini Molitor e Clarissa Cubis de Lima Canan.
Crédito da Imagem: ENS-Ceag | UNB (Eixo IV)
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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