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Polícia Civil prende autores de homicídio de trabalhador de fazenda em Paranatinga

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Um grave homicídio que vitimou o trabalhador de uma fazenda no município de Paranatinga foi esclarecido pela Polícia Civil, na segunda-feira (15.04), com o cumprimento de mandado de prisão de dois homens apontados como autores do crime.

Os suspeitos, de 19 e 20 anos, foram identificados em investigações conduzidas pela Delegacia de Paranatinga e tiveram os mandados de prisão temporária, decretados pela Justiça por crime de homicídio qualificado pelo motivo fútil. A morte do trabalhador foi decretada após os suspeitos encontrarem uma foto da vítima fazendo um sinal alusivo a outra facção criminosa.

As investigações iniciaram no dia 18 de março, após o corpo da vítima, Ariel das Chagas dos Santos, de 20 anos, ser localizado em um milharal, próximo a estrada de acesso ao lixão da Vila de Santiago do Norte.

De acordo com as investigações, no dia dos fatos, a vítima e mais dois colegas, trabalhadores de uma fazenda, saíram para uma festa, onde ingeriram bebida alcoólica ficando bastante alterados, ocasião em que tiveram uma desavença com outro grupo que estava no mesmo local.

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Durante a briga, os trabalhadores foram levados para uma residência a poucos metros do local, onde os suspeitos em análise dos celulares, encontraram uma fato da vítima, fazendo um sinal de referência a uma facção criminosa rival a do grupo, fato que teria decretado a sua morte.

Dois dos trabalhadores foram conduzidos para uma região de mata, onde ocorreu o crime, porém uma das vítimas conseguiu fugir, enquanto Ariel era executado por um dos criminosos. Com base nos elementos levantados durante as investigações, o delegado Gabriel Conrado Souza, representou pela prisão temporária dos suspeitos, que foram deferidas pela Justiça.

As ordens de prisão contra os investigados foram cumpridas, nesta segunda-feira (15), no distrito de Santiago do Norte. Interrogados, os investigados confessaram a prática do crime, sendo um deles responsável por levar os trabalhadores até a região de mata e o outro por executar a vítima com golpes de faca.

Os suspeitos foram colocados à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no crime.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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