MATO GROSSO
Seplag discute serviços públicos inteligentes para uma sociedade digitalmente conectada à cidadania
MATO GROSSO
Durante a abertura do evento, o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, falou dos investimentos do Governo de Mato Grosso em serviços digitais, que geram eficiência e economia, melhorando o atendimento da população mato-grossense. No ranking de 2023 da Associação Brasileira de Entidades Estaduais (Abep-TI), o Governo de MT aparece com o conceito Muito Bom referente ao crescimento de ofertas de serviços digitais.
“Só de 2019 a 2023, a atual gestão investiu R$638 milhões em Tecnologia da Informação, superando os investimentos realizados por gestões anteriores no período de 2009 a 2018, que registraram R$630 milhões”, informou o secretário.
Neste sentido, o Governo de Mato Grosso e o Sebrae MT assinaram um Termo de Colaboração, que visa implementar ações para o avanço do Programa do Governo Digital, fomentando o intraempreendedorismo e a inovação em práticas públicas, com ênfase nas temáticas de sustentabilidade, transformação digital, compras públicas, atendimento ao usuário e eficiência.
A diretora superintendente do Sebrae em Mato Grosso, Lélia Brun, afirma que o termo de colaboração com o Governo de Mato Grosso é um marco para a instituição. “É a primeira vez que o Sebrae implementa essa ação com o Governo. Acreditamos que, à medida que todas as iniciativas estabelecidas no programa forem efetivadas, certamente, quem ganhará é a sociedade, com agilidade e excelência na entrega dos serviços ofertados pelo Governo”.
Transformação digital
“Nós que estamos em Brasília temos Mato Grosso como grande case nacional em governo e transformação digital. É um Estado voltado majoritariamente para o agronegócio e que agora também se destaca pela transformação digital no Governo. O impacto disso vai desde a própria transformação natural de acesso a serviços digitalizados ao cidadão até a oportunização de novos trabalhos na administração pública”, destaca Ferreira.
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Também palestraram o secretário de Educação (Seduc), Alan Porto, a adjunta da Contadoria Geral do Estado (Sace-Sefaz), Anésia Batista. Além do superintendente do Governo Digital e Inovação em Práticas Públicas da Seplag, Washington da Silva, e os diretores de Relacionamento com Cliente e de Tecnologia da Informação e Comunicação da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), respectivamente, Paulo Macedo e Sócrates de Barros.
De acordo com o secretário adjunto de Planejamento e Governo Digital da Seplag, Sandro Brandão, o evento demonstra como o movimento digital pode ser um potencializador de políticas públicas. “Temos trabalhado para entregar serviços com eficiência para a população. Um exemplo é o aplicativo MT Cidadão que concentra mais de 600 serviços”, exemplifica o adjunto.
O evento contou com a participação do secretário-chefe de Gabinete do Governador, tenente-coronel PM Jordan Espíndola dos Santos, do secretário adjunto de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e Inovação da Seciteci-MT, Rodrigo Bruno Zanin, e do representante do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Xavier.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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