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Roda de conversa discute inclusão de pessoas autistas 

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O papel do Ministério Público na proteção de crianças e adolescentes com espectro autista foi um dos assuntos discutidos no “2º Encontro: Uma prosa sobre o autismo”, realizado em Pontes e Lacerda (a 530km de Cuiabá). O evento reuniu profissionais de saúde, educadores, Poder Judiciário e membros da comunidade para discutir questões relacionadas ao autismo e explorar maneiras de promover a inclusão e o apoio às pessoas autistas. 

Durante o evento, ocorrido em 02 de abril, a promotora de Justiça Mariana Batizoco Silva Alcântara destacou a importância de reuniões que promovam a discussão sobre o autismo. “O evento foi muito rico e com troca de informações imprescindíveis para nós entendermos mais sobre o assunto, as causas, as dificuldades que os autistas enfrentam, a importância de se ter uma rede de apoio e, também, sobre os direitos adquiridos pelas pessoas autistas e seus familiares.  E, nesse sentido, o Ministério Público busca promover e garantir, de fato, esses direitos que já estão previstos nas legislações. Qualquer cidadão pode recorrer ao MPE para fazer valer esses direitos”, disse.

Realizado no salão paroquial da Igreja Senhor Bom Jesus, o encontro foi organizado por um grupo de mães atípicas com apoio da igreja católica do município, por meio do Movimento de Cursilho. Mães atípicas são todas as mães de crianças que apresentam Transtorno do Espectro Autista (TEA).

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“É um tema pouco falado, mas que precisa ser debatido e divulgado. E essa conversa que tivemos hoje aqui, vem ao encontro do lema da Campanha da Fraternidade deste ano: ‘Vós sois todos irmãos e irmãs’. E nós precisamos falar sobre o autismo e sobre como melhorar a qualidade de vida dos nossos irmãos e irmãs afetados por essa condição”, ressaltou Neiva Nunes, coordenadora do Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) em Pontes e Lacerda. 

Durante o evento, foram compartilhadas experiências bem-sucedidas e os desafios do dia a dia de pessoas autistas. Como o caso de Claudelice Pereira, diagnosticada com autismo aos 35 anos de idade. “Para mim é uma satisfação representar uma parte da sociedade que, muitas vezes, não é enxergada e sofre preconceito de todas as partes. O autismo não é uma doença, ninguém ‘pega’ o autismo, a pessoa nasce com o autismo. Então, o respeito tem que vir em primeiro lugar”, enfatizou a participante.

Para as organizadoras da reunião, o evento superou as expectativas. “Nós aguardávamos um público razoável, e não veio razoável. Veio um público que superou nossas expectativas, o suficiente para se responsabilizar em repassar o conhecimento adquirido aqui com nossos palestrantes. Os temas abordados foram importantes e, para nós, essa possibilidade de entender um pouco mais sobre o que é o autismo, é enriquecedora”, evidenciou Vanda Santos Souza, mãe atípica e organizadora da prosa.

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“Quanto mais pessoas unidas a mães e pais atípicos, quanto mais pessoas informadas e falando sobre o autismo, mais nós vamos conseguir solucionar problemas presentes na sociedade. Que não são poucos, são muitos. Para assim, lá na frente, nós encontrarmos uma solução”, reforçou Joice Carvalho, mãe atípica e organizadora da reunião.   

*Sob supervisão da jornalista Clênia Goreth. 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Arcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza

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Na principal cerimônia religiosa realizada nesta segunda-feira (12) na Catedral Basílica de Aparecida (SP), dia da Padroeira do Brasil, o arcebispo metropolitano de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, pediu o desarmamento e atenção à fome e aos pobres.

Dom Mário fez as declarações no sermão da missa solene das 9h. Entre os presentes, estavam o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Quem escuta Deus não pode ficar indiferente diante da fome, da pobreza, da violência, da solidão. Não pode ficar indiferente diante das famílias feridas, das crianças também feridas, dos jovens sem esperança, dos idosos abandonados. Não podemos ficar indiferentes diante das guerras, da destruição da natureza, e de tantos outros males que nos afetam, que afetam a população do Brasil e do mundo”, destacou o arcebispo no sermão da missa.

Em outro trecho da homilia, o arcebispo pediu o desarmamento e a paz.

“Sabemos que Jesus manda construir a paz. E aqui escutando [o papa] Leão XIV, uma paz desarmada e desarmante. Mas muitas vezes alimentamos divisões com armamentos, com guerras e tantos confrontos entre nós. O evangelho, queridos irmãos e irmãs, não nos autoriza a odiar quem pensa diferente, e nem a matar os inimigos”, acrescentou.

Movimentações políticas sobre a padroeira

Após a cerimônia, em entrevista coletiva, Dom Mário foi perguntado se temia que Nossa Senhora Aparecida perdesse o título de Padroeira do Brasil. A polêmica surgiu no mês passado, após a circulação de informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro teriam manifestado reprovação ao título de Padroeira com abrangência nacional.

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O candidato do PL, no entanto, negou que tenha intenção de destituir Nossa Senhora como padroeira do país.

“Não tenho nenhum temor de que Maria deixará de ter importância que tem na vida do povo brasileiro. O título de padroeira do Brasil foi dado pelo papa em 1930. E proclamado aqui no Brasil, a capital era o Rio de Janeiro, em 31 de maio de 1931. Então já é uma longa data desse título de Maria padroeira do Brasil”, disse.

O arcebispo, no entanto, admitiu haver movimentações políticas “favoráveis e contrárias”, mas ele não quis “fazer cenários” sobre o futuro.

“Creio que as movimentações políticas favoráveis ou não existem hoje e existirão no decorrer dos próximos anos. É claro que existem vários questionamentos daquilo que poderá acontecer no próximo ano, dependendo das eleições do segundo turno. Mas eu creio que, no momento, não cabe a nós fazer cenários que nos assustem ou que destituam aquilo que estamos vivenciando hoje com muita alegria”.

Romeiros

O dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, foi marcado pela visita de milhares de pessoas à Brasílica na cidade de Aparecida (SP), no Vale do Ribeira. De acordo com estimativas dos administradores do santuário nacional, cerca de 150 mil pessoas deverão passar pelo local hoje.

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No período da novena de Nossa Senhora Aparecida, iniciada há dez dias e encerrada ontem (11), cerca de 500 mil pessoas estiveram no santuário.

A missa solene, das 9h, foi a cerimônia mais disputada pelos romeiros e lotou a basílica. Mesmo durante a celebração, os devotos faziam uma grande fila para passar diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, alocada sobre uma passarela.

O romeiro Anderson Roberto Mendes da Costa, de 47 anos, veio a pé, da zona Leste da capital paulista. Caminhou por 172 quilômetros e teve de enfrentar muitas dificuldades para chegar ao santuário.

“Foram cinco dias caminhando. Foi bem penoso. No caminho, a gente pegou chuva de vento, granizo. No terceiro dia, deu muito sol. Foi bem penoso também, o pessoal teve insolação. Teve o pessoal que pegou infecção intestinal, mas graças ao bom Senhor, a gente conseguiu chegar. Mesmo com as dores, mesmo com as tormentas, chegamos todos bem, realizados com as bênçãos que foram conseguidas”, disse.

Rosemeire Alves Araújo Vieira, de 59 anos, veio de Minas Gerais em uma excursão e disse que pedia a Nossa Senhora uma benção especial ao Brasil, no atual momento de eleição.

“Vim agradecer e pedir benção para o nosso país, para o momento em que nós estamos vivendo, com essas eleições. Vim de Belo Horizonte e estar aqui é uma emoção muito grande”, ressaltou.



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