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Embrapa estima que 37% da produção agrícola brasileira pode ser considerada sustentável

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A agricultura sustentável, pautada no respeito ao meio ambiente, justiça social e viabilidade econômica, é uma preocupação crescente em um mundo onde a preservação dos recursos naturais é essencial para garantir o futuro das próximas gerações.

Em 2023, a área de produção orgânica no Brasil atingiu 2,2 milhões de hectares, um aumento de 5,9% em relação a 2022. Isso representa cerca de 0,7% da área total de terras agrícolas no país. O Brasil é o maior produtor de orgânicos da América Latina e o quarto maior do mundo.

A Embrapa estima que 70% das áreas agrícolas brasileiras utilizam alguma técnica de manejo conservacionista. Isso inclui práticas como o plantio direto, a rotação de culturas e a cobertura do solo. Um estudo publicado em 2022 pela revista Nature Sustainability estimou que 37% da produção agrícola brasileira pode ser considerada sustentável.

No Brasil, a implementação de práticas agrícolas sustentáveis é fundamental não só para aumentar a produtividade, mas também para promover o desenvolvimento socioambiental. Entre os princípios e características dessa abordagem, destacam-se a redução do uso de adubos químicos, a prática da agricultura orgânica, o aproveitamento de águas das chuvas e a preservação das florestas.

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Para ser considerada sustentável, a agricultura deve:

  • Reduzir o uso de adubos químicos e pesticidas
  • Adotar técnicas de manejo que preservem o solo e a água
  • Promover a agricultura familiar
  • Respeitar os direitos trabalhistas
  • Garantir a segurança alimentar

Embora haja esforços nesse sentido, muitos desafios ainda persistem. O país continua entre os maiores consumidores de pesticidas do mundo, o desmatamento para expansão agrícola ainda é uma realidade e problemas trabalhistas, como salários baixos e até mesmo casos de trabalho escravo, são frequentemente observados.

No entanto, há perspectivas positivas para o Brasil no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável no campo. Iniciativas de empresas, como a adoção de práticas mais responsáveis, e o trabalho da Embrapa na pesquisa e disseminação de técnicas sustentáveis são passos importantes nessa direção.

No Brasil, a agricultura enfrenta grandes desafios para se tornar sustentável:

  • Uso excessivo de agrotóxicos
  • Desmatamento
  • Trabalho precário
  • Falta de acesso à informação e tecnologia

Além disso, o papel do consumidor é crucial. Ao preferir produtos de empresas comprometidas com a sustentabilidade e optar por produtos orgânicos, os consumidores contribuem significativamente para impulsionar essa transformação na agricultura brasileira.

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Portanto, a busca por uma agricultura sustentável no Brasil é um desafio que requer o engajamento de todos os setores da sociedade, visando garantir não apenas a produtividade, mas também a preservação dos recursos naturais e a justiça social no campo.

Apesar dos desafios, existem iniciativas promissoras:

  • Aumento da produção de orgânicos
  • Desenvolvimento de novas tecnologias
  • Conscientização dos consumidores

A Embrapa, por exemplo, desenvolve pesquisas para:

  • Identificar alternativas aos agrotóxicos
  • Recuperar áreas degradadas
  • Melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores rurais.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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