AGRONEGÓCIO
Chuvas no sul do Espírito Santo causam prejuízos de milhões na agricultura
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Após semanas de fortes chuvas, estimativas revelam prejuízos astronômicos na produção agrícola do sul do Espírito Santo. Segundo a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), as perdas ultrapassam os R$ 72 milhões. Os principais afetados são os produtores de café, especialmente nos municípios de Mimoso do Sul, Muniz Freire e Alfredo Chaves.
Para enfrentar a crise, a Seag anunciou medidas emergenciais. Em acordo com instituições financeiras, foram prorrogadas as parcelas de crédito rural e concedidos novos empréstimos com condições especiais aos produtores afetados. Linhas emergenciais de crédito foram disponibilizadas pelo Banestes e pelo Sicoob, com isenção de taxas de juros.
O secretário da Agricultura, Enio Bergoli, incentivou os produtores a procurarem apoio nos escritórios do Incaper ou nas secretarias municipais de Agricultura para orientações sobre prorrogação de parcelas de financiamento e acesso a linhas de crédito específicas.
As chuvas afetaram não apenas a cafeicultura, mas também a fruticultura, horticultura e a pecuária, especialmente a bovinocultura leiteira, devido às dificuldades de escoamento da produção.
Além dos prejuízos na produção agropecuária, estima-se que haja danos significativos na infraestrutura das propriedades afetadas, totalizando cerca de R$ 70 milhões em prejuízos adicionais.
As equipes de manutenção da Seag estão trabalhando na limpeza e manutenção das vias rurais, com foco nos trechos mais afetados pelo desastre. Em parceria com a Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), máquinas e equipamentos estão sendo disponibilizados para auxiliar nas operações de limpeza e desobstrução das estradas rurais.
Apesar dos esforços, ainda há muito a ser feito para recuperar a agricultura e a infraestrutura afetadas pelas chuvas, representando um grande desafio para a região.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034
A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.
Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.
“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.
Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.
Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso. A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.
Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.
“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.
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