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Mais de 500 pessoas subiram o morro de Santo Antônio na Semana Santa

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Mais de 500 pessoas subiram o morro de Santo Antônio, no município de Santo Antônio de Leverger (a 30 km de Cuiabá), durante o feriado da Semana Santa, entre sexta-feira e domingo (29 a 31.03).

De acordo com o gerente do Morro de Santo Antônio, Sady Ferraz Andrade, o percurso até o monumento natural, que tem mais de 300 metros de altura, já é considerado tradicional para centenas de fiéis, que fazem a peregrinação anualmente.

Conforme o gestor, todos os anos a equipe coordenadora da Unidade de Conservação Estadual, que é responsabilidade da Secretaria de Estado de Meio (Sema-MT), se prepara para a grande quantidade de pessoas que sobem o morro.

“Sempre recebemos diversas pessoas que sobem o morro, principalmente na Sexta-feira santa e no Sábado de Aleluia, para momentos de reflexão e oração. Tivemos o apoio do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e da equipe da Secretaria de Saúde do município, como forma de garantir segurança da população. Foi muito satisfatório acompanhar”, falou Sady.

A Gerência do Parque disponibilizou banheiros químicos à população, e montou, como o apoio da comunidade, uma feira de artesanato com produtos feitos por agricultores da região, como uma forma de valorizar os produtores e cultura local.  

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Claudineia Bueno de 33 anos, uma das pessoas que subiu o morro no Sábado de Aleluia, afirmou que o momento foi importante para se conectar com sua fé.

“Para mim foi muito importante para me conectar mais com Deus, pois, apesar de Deus ser onipresente, a paz e a tranquilidade que têm lá em cima nos aproxima ainda mais do Senhor. Foi maravilhoso, uma experiência única”, avaliou.

No mês de março, a Gerência do Morro de Santo Antônio da Sema coordenou um mutirão de limpeza no monumento natural como uma ação social para receber os devotos durante a Semana Santa. Cerca de 250 pessoas participaram da ação.

Autorização para subir o Morro

Localizado no município de Santo Antônio de Leverger, o Morro de Santo Antônio é um dos pontos turísticos mais conhecidos de Mato Grosso e oferece um espaço ideal para quem é adepto a trilhas e atividades ao ar livre.

O morro é uma Unidade de Conservação Estadual da categoria de Proteção Integral e que está localizado no bioma Pantanal. Gerenciada pela Sema, é necessário autorização do órgão ambiental para subida na área de 258 hectares.

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Para visitação, os interessados deverão fazer agendamento prévio, com 48 horas de antecedência, através do canal de protocolo geral da Sema.

Para agendar é preciso entrar em contato pelo (65) 3613-7345 ou e-mail para o endereço protocolo@sema.mt.gov.br.

Fonte: Governo MT – MT

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Arcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza

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Na principal cerimônia religiosa realizada nesta segunda-feira (12) na Catedral Basílica de Aparecida (SP), dia da Padroeira do Brasil, o arcebispo metropolitano de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, pediu o desarmamento e atenção à fome e aos pobres.

Dom Mário fez as declarações no sermão da missa solene das 9h. Entre os presentes, estavam o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Quem escuta Deus não pode ficar indiferente diante da fome, da pobreza, da violência, da solidão. Não pode ficar indiferente diante das famílias feridas, das crianças também feridas, dos jovens sem esperança, dos idosos abandonados. Não podemos ficar indiferentes diante das guerras, da destruição da natureza, e de tantos outros males que nos afetam, que afetam a população do Brasil e do mundo”, destacou o arcebispo no sermão da missa.

Em outro trecho da homilia, o arcebispo pediu o desarmamento e a paz.

“Sabemos que Jesus manda construir a paz. E aqui escutando [o papa] Leão XIV, uma paz desarmada e desarmante. Mas muitas vezes alimentamos divisões com armamentos, com guerras e tantos confrontos entre nós. O evangelho, queridos irmãos e irmãs, não nos autoriza a odiar quem pensa diferente, e nem a matar os inimigos”, acrescentou.

Movimentações políticas sobre a padroeira

Após a cerimônia, em entrevista coletiva, Dom Mário foi perguntado se temia que Nossa Senhora Aparecida perdesse o título de Padroeira do Brasil. A polêmica surgiu no mês passado, após a circulação de informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro teriam manifestado reprovação ao título de Padroeira com abrangência nacional.

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O candidato do PL, no entanto, negou que tenha intenção de destituir Nossa Senhora como padroeira do país.

“Não tenho nenhum temor de que Maria deixará de ter importância que tem na vida do povo brasileiro. O título de padroeira do Brasil foi dado pelo papa em 1930. E proclamado aqui no Brasil, a capital era o Rio de Janeiro, em 31 de maio de 1931. Então já é uma longa data desse título de Maria padroeira do Brasil”, disse.

O arcebispo, no entanto, admitiu haver movimentações políticas “favoráveis e contrárias”, mas ele não quis “fazer cenários” sobre o futuro.

“Creio que as movimentações políticas favoráveis ou não existem hoje e existirão no decorrer dos próximos anos. É claro que existem vários questionamentos daquilo que poderá acontecer no próximo ano, dependendo das eleições do segundo turno. Mas eu creio que, no momento, não cabe a nós fazer cenários que nos assustem ou que destituam aquilo que estamos vivenciando hoje com muita alegria”.

Romeiros

O dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, foi marcado pela visita de milhares de pessoas à Brasílica na cidade de Aparecida (SP), no Vale do Ribeira. De acordo com estimativas dos administradores do santuário nacional, cerca de 150 mil pessoas deverão passar pelo local hoje.

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No período da novena de Nossa Senhora Aparecida, iniciada há dez dias e encerrada ontem (11), cerca de 500 mil pessoas estiveram no santuário.

A missa solene, das 9h, foi a cerimônia mais disputada pelos romeiros e lotou a basílica. Mesmo durante a celebração, os devotos faziam uma grande fila para passar diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, alocada sobre uma passarela.

O romeiro Anderson Roberto Mendes da Costa, de 47 anos, veio a pé, da zona Leste da capital paulista. Caminhou por 172 quilômetros e teve de enfrentar muitas dificuldades para chegar ao santuário.

“Foram cinco dias caminhando. Foi bem penoso. No caminho, a gente pegou chuva de vento, granizo. No terceiro dia, deu muito sol. Foi bem penoso também, o pessoal teve insolação. Teve o pessoal que pegou infecção intestinal, mas graças ao bom Senhor, a gente conseguiu chegar. Mesmo com as dores, mesmo com as tormentas, chegamos todos bem, realizados com as bênçãos que foram conseguidas”, disse.

Rosemeire Alves Araújo Vieira, de 59 anos, veio de Minas Gerais em uma excursão e disse que pedia a Nossa Senhora uma benção especial ao Brasil, no atual momento de eleição.

“Vim agradecer e pedir benção para o nosso país, para o momento em que nós estamos vivendo, com essas eleições. Vim de Belo Horizonte e estar aqui é uma emoção muito grande”, ressaltou.



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