CUIABÁ

MATO GROSSO

MPMT recomenda ações para prevenir crimes e estimular cultura de paz

Publicados

MATO GROSSO

Para assegurar a efetivação de medidas educacionais, culturais e intersetoriais para a promoção de uma cultura de paz, de valorização e preservação da vida humana no município de Sorriso, 6ª cidade mais violenta do Brasil de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso aposta na prevenção.

Nesta semana, a 3ª Promotoria de Justiça Cível expediu notificação ao Município recomendando a realização de iniciativas como documentários, peças teatrais e rodas de conversa sobre temas como “a dor das dezenas de mães e famílias que perderam os filhos na guerra das facções em Sorriso”, prevenção ao uso de drogas, cultura de paz e valorização da vida.

Foi sugerido ainda a aquisição de ônibus para uso exclusivo da equipe de contação de histórias e estórias da Biblioteca Municipal Monteiro Lobato para intensificação das ações lúdicas desenvolvidas pela unidade. O MPMT recomendou também a elaboração e execução de cronograma de ações da biblioteca nos bairros e escolas públicas de Sorriso.

Leia Também:  Sérgio Ricardo anuncia monitoramento de hanseníase nas contas anuais dos municípios

A Notificação recomendatória traz ainda sugestões voltadas à ampliação e catalogação do acervo da biblioteca, fomento ao cadastramento e impressão de carteirinhas para que os alunos das redes estadual e municipal de ensino tenham acesso ao empréstimo de livros, além da elaboração e execução de plano de ação na biblioteca e nas escolas municipais contemplando a calendarização de medidas de incentivo ao acesso à literatura mato-grossense.

“Foi recomendado também a instalação de cabines individuais de leitura dotadas de isolamento acústico na biblioteca e a definição de planejamento para viabilização da construção de biblioteca na zona leste de Sorriso”, destacou o promotor de Justiça Márcio Florestan Berestinas, autor da notificação.

Acesse aqui a Notificação Recomendatória

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

Publicados

em

O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

Leia Também:  Expedição SER Família Mulher - MT Por Elas chega a Barra do Garças nesta quarta-feira (06)

Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

Leia Também:  Sexta-feira (01): Mato Grosso registra 727.094 casos e 14.869 óbitos por Covid-19

Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA