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Três adultos são presos e um adolescente apreendida pela Polícia Civil por associação no tráfico de drogas

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Três adultos foram presos e uma adolescente apreendida por envolvimento com o tráfico de entorpecentes em Juína, nesta terça e quarta-feira. A Polícia Civil apurou que um dos investigados era, atualmente, o responsável por guardar as drogas de uma facção criminosa.

A adolescente apreendida responde a atos infracionais anteriores, inclusive, pelo homicídio de Rogério Diego dos Santos, morto a golpes de facão em novembro de 2021. Ela chegou a cumprir internação no Sistema Socioeducativo pelo homicídio.

Na terça-feira, a equipe da Delegacia de Juína flagrou o responsável pela guarda da droga saindo de uma região de mata e depois seguindo para sua residência, quando foi abordado. Com ele, os policiais acharam uma pequena quantidade de entorpecentes em seu bolso e, diante da suspeita, foi feita busca na casa e localizadas mais porções de entorpecentes, balança de precisão e celulares.

Na mata onde o suspeito esteve antes, os investigadores localizaram uma mochila com mais entorpecente e munições de calibre 38. À adolescente, o suspeito disse que entregou comprimidos de ecstasy e porções de maconha.

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Na casa da adolescente de 16 anos, os investigadores visualizaram a droga sintética, a maconha e uma balança de precisão. A mãe da menor, que estava na residência, também foi detida.

Os dois adultos foram autuados por tráfico, associação ao tráfico de drogas e corrupção de menores. Já a adolescente responderá a ato infracional análogo ao tráfico de drogas. A investigação apontou que a menor tem atuado na cooptação de pessoas na cidade para o tráfico.

O delegado Ronaldo Binotti Filho representou ao poder Judiciário pela conversão dos flagrantes em prisões preventivas. Em relação à adolescente, diante da reiteração dos atos infracionais, foi encaminhado o pedido da conversão do flagrante pela internação provisória.

Quarta prisão

Nesta quarta-feira (20), outra mulher foi detida em continuidade à investigação da terça-feira. Com D.S.S., de 22 anos, os investigadores apreenderam porções de pasta base, de cocaína e de maconha, além de embalagens e balança.

A suspeita disse que os entorpecentes foram entregues pela adolescente apreendida no dia anterior. Ela também foi autuada por tráfico e associação para o tráfico de drogas.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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