MATO GROSSO
Por tentar matar irmãos e sobrinho, réu é condenado a 15 anos de prisão
MATO GROSSO
O réu Uerleth Satil Pedro foi condenado pelo Tribunal do Júri de Jauru (a 425km de Cuiabá) a 15 anos e nove meses de reclusão em regime inicial fechado, por tentar matar dois irmãos dele e um sobrinho com golpes de faca. Atendendo a pedido do Ministério Público de Mato Grosso, foi decretada a prisão preventiva do acusado com base no artigo 492, inciso I, alínea “e” do Código de Processo Penal (CPP), que prevê a execução provisória das penas no caso de condenação pelo Júri a pena igual ou superior a 15 anos de reclusão.
A sessão de julgamento foi realizada no dia 15 de março (sexta-feira). O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e autoria delitivas dos três crimes, que eles foram praticados mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas e que os homicídios só não se consumaram por circunstâncias alheias à vontade do agente. Conforme a denúncia, Uerleth Satil Pedro tentou matar os irmãos dele Edivaldo Satil e Orivaldo Satil de Oliveira, além do sobrinho Matheus Júnior Araújo Oliveira, com golpes de faca.
Os crimes foram praticados em agosto de 2021, no bairro Cohab, em Jauru. Após ingerir álcool, Uerleth Satil Pedro golpeou os irmãos e o sobrinho enquanto dormiam, no interior da residência da mãe. Conforme apurado nas investigações, o réu e os irmãos se envolveram em uma discussão após ganharem uma garrafa de pinga, o que teria motivado a prática dos crimes. Após aplicar os golpes de faca, Uerleth jogou a arma nas adjacências do local e fugiu, sendo preso em flagrante na sequência.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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