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Nosso Judiciário: Acadêmicos de Direito da Faculdade Fasipe visitam o Tribunal de Justiça

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Estudantes de Direito da Faculdade Fasipe, campus Cuiabá, visitaram a sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso nessa segunda-feira (18 de março). Após acompanharem uma sessão da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo, os 33 universitários se reuniram no Espaço Memória, lugar onde é guardado grande parte da história do Judiciário mato-grossense e puderam conversar com o desembargador Luiz Octávio Saboia Ribeiro, que contou um pouco sobre a sua trajetória na magistratura.
 
Em tom cordial, o desembargador ressaltou a importância das tecnologias usadas para proporcionar maior agilidade na tramitação de processos judiciais, como por exemplo, o Processo Judicial Eletrônico (PJe). Simbolicamente, o magistrado rodeado por memórias do judiciário, traçou um paralelo entre o passado e o presente.
 
“Acredito que a inovação é crucial para o nosso caminho no Poder Judiciário. Aqueles que não inovam e não antecipam dificuldades terão problemas para desempenhar suas funções. Temos este espaço, um laboratório de inovação, onde trabalhamos em conjunto para desenvolver ferramentas que tornem o serviço judiciário mais eficaz, eficiente e próximo do cidadão”, conta.
 
Professora de Direito Constitucional e coordenadora do Núcleo de Práticas Jurídicas da Fasipe Cuiabá, Izabel Barbosa foi quem levou os alunos até o TJMT e encara como fundamental a visitação para estreitar a relação entre aluno e Judiciário, proporcionando uma visualização prática da teoria.
 
“Esse conhecimento proporciona aos alunos uma visão diferenciada da carreira jurídica, mostrando suas possibilidades e desafios. Ao vivenciarem e ouvirem experiências reais, os estudantes compreendem que o Direito está em constante evolução, materializado pelo Judiciário.”
 
Para ela, o Judiciário de Mato Grosso é elogiado por sua qualidade, estrutura e modernização, e a ida ao Espaço Memória reforça a compreensão da história e da construção do futuro.
 
Para Anne Heloizi Mendonça, que tem o sonho de se tornar advogada, a experiência de assistir a uma sustentação oral foi enriquecedora. “Hoje eu ampliei meus conhecimentos. É um privilégio poder estar aqui, fazer essa visita e ouvir o desembargador, uma experiência muito gratificante e isso me enchem de alegria pela oportunidade”, comenta a estudante do terceiro semestre.
 
Já para o colega de classe, Jonas Daniel Duque, a compreensão de que o Poder Judiciário está em progresso e sempre em busca de aprimoramento é extremamente importante para os cidadãos. “Para mim é algo inovador. Conhecer desde o princípio, desde o momento em que se iniciou esse processo difícil e saber que o Judiciário está sempre progredindo. Hoje, aqui, tivemos um direcionamento”, ressalta ele.
 
Ao final da visita, os alunos receberam o Glossário Jurídico, que é revisado anualmente, com o intuito de fornecer suporte na vida acadêmica.
 
O propósito do Programa Nosso Judiciário é fortalecer os laços entre o Tribunal de Justiça e a comunidade, ampliando seu alcance para além dos estudantes do ensino médio, e também engajando os alunos universitários de Direito nessa iniciativa.
 
Emanuelle Candido da Costa (estagiária)/Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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