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Aprosoja pede CPI para investigar banimento do Tiametoxam

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) quer a for0mação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o banimento do inseticida Tiametoxam pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). A entidade argumenta que a decisão foi tomada sem base científica e pode ter graves consequências para a agricultura brasileira.

A Aprosoja-MT destaca que o Ibama não apresentou estudos que comprovem os danos do inseticida para o meio ambiente ou para a saúde humana. A entidade questiona a decisão do Ibama de banir o produto com base em estudos realizados em outros países, com diferentes condições climáticas e agrícolas.

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A entidade mato-grossense alerta que o banimento do Tiametoxam pode levar ao aumento dos custos de produção e à queda da produtividade da agricultura brasileira. O inseticida é utilizado no controle de diversas pragas que afetam culturas como soja, milho, algodão e outras. “Sem o Tiametoxam, os produtores precisarão utilizar outros produtos, que podem ser menos eficazes e mais caros”, frisa a Aprosoja.

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A Aprosoja-MT levanta a suspeita de que interesses obscuros podem estar por trás da decisão do Ibama de banir o Tiametoxam. A entidade observa que a proibição ocorreu logo após o fim da patente do produto, o que pode beneficiar empresas com produtos similares ainda protegidos por patente.

A CPI proposta pela Aprosoja-MT seria para investigar as motivações por trás do banimento do Tiametoxam e verificar se a decisão foi tomada com base em critérios técnicos e científicos. A entidade também quer que seja apurado se há indícios de irregularidades no processo de tomada de decisão do Ibama.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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