MATO GROSSO
MPMT passa a contar com nova Plataforma de Dados de Inteligência
MATO GROSSO
Investigações complexas realizadas no âmbito do Ministério Público do Estado de Mato Grosso passarão a contar com apoio de uma nova plataforma de dados de inteligência. O Portal de Apoio à Investigação (PAI), instituído pelo MPMT em meados de 2019, será substituído pelo Janus, um sistema mais seguro, ágil e com novas funcionalidades.
Segundo o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Conhecimento e Segurança da Informação (CAOP /CSI), promotor de Justiça Mauro Zaque, a nova plataforma conta com mais de 40 fontes de dados de consultas. Cita, por exemplo, o acesso ao Cortex, plataforma de dados do Ministério da Justiça que tem como objetivo a gestão de operações de segurança pública para a atuação integrada entre os órgãos do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e instituições colaboradoras.
“Além do acesso a diversas bases de dados, o Janus permite o cruzamento de dados, análises bancárias, entre outras operações”, destacou o coordenador do CSI.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
Estudantes relatam violência relacionada à eleição presidencial
Um vídeo publicado em redes sociais mostra dois estudantes usando a bandeira do Brasil como uma espécie de capa, agredindo colegas que estavam de roupa vermelha dentro de uma escola na cidade de Itajaí, em Santa Catarina.
No relato, a autora do vídeo diz que os dois meninos, que teriam 15 anos, também proferiram agressões verbais contra os outros alunos e citaram o programa Bolsa Família de forma negativa.
No Distrito Federal, um estudante de 16 anos também disse que passou a ser perseguido na escola depois de declarar que votaria em Flávio Bolsonaro. Ele chegou a trocar de escola.
Os casos de Itajaí e do Distrito Federal estão entre os inúmeros relatos de violência no ambiente escolar que surgiram nas últimas semanas nas redes sociais relacionados às eleições. A situação parece ter piorado ainda mais após o resultado da votação.
Em Araguari, estudantes de medicina do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac) proferiram ofensas contra colegas bolsistas que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva. Eles também xingaram colegas que vendem trufas ou outros produtos para ajudar nas despesas.
A Imepac divulgou uma nota em que afirma repudiar “qualquer manifestação de intolerância ou discriminação, seja por convicções políticas ou por condição socioeconomica”.
Menino é humilhado em Fortaleza
Fora das escolas, a disputa política também segue atingindo crianças que sequer votam. Em Fortaleza, um vídeo da influencer Valéria Diniz ganhou enorme repercussão. Ela estava em um bar com amigas quando foi abordada por Matheus, um menino de 9 anos, autista, que vendia balas para ajudar a avó nas despesas.
Valéria, filmando, pergunta ao garoto em quem a família dele votou. Ele responde: Lula.
Então ela pede que ele faça o L, ele atende. Ela e as amigas então começam a rir e se recusam a comprar os produtos. O vídeo foi postado pela influenciadora com a legenda: “Vai na mamãe e manda ela fazer o L”. Valéria havia declarado voto em Flávio Bolsonaro.
Matheus é criado pela avó desde que a mãe morreu e eles moram na periferia de Fortaleza. Após a repercussão, um grupo de motociclistas e muitos usuários de redes sociais se uniram para ajudar a família de Matheus.
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