POLÍCIA
Coronel José Nildo de Oliveira assume a subchefia de Estado-Maior Geral da Polícia Militar
POLÍCIA
A Polícia Militar de Mato Grosso oficializou em solenidade, na tarde desta segunda-feira (11.03), a passagem de comando da subchefia de Estado Maior-Geral da instituição. Na solenidade, o coronel José Nildo Silva de Oliveira assumiu a função, em substituição ao coronel Wilker Soares Sodré, que se encaminhou para a reserva remunerada da corporação.
A cerimônia foi realizada no auditório do Quartel do Comando-Geral. O comandante-geral da PMMT, coronel Alexandre Corrêa Mendes, presidiu a passagem de comando dos coronéis e destacou a importância da função e os trabalhos realizados pela subchefia de Estado-Maior.
“A função da subchefia de Estado-Maior é importante dentro da Polícia Militar, pois é um comando responsável por operações complexas onde, nos últimos anos, podemos destacar grandes ações como a Operação Canguçu, nas buscas pelos bandidos que invadiram Confresa, nas operações de eleições, entre outras. O coronel Wilker cumpriu muito bem sua função e sentiremos falta dele na corporação, mas ao mesmo tempo temos o coronel José Nildo, com toda a competência necessária para atribuir esta função”, ressaltou o comandante-geral.
O coronel Wilker Sodré deixa a função após dois anos para ingressar na reserva remunerada da PMMT. Um dos egressos da turma pioneira de oficiais da instituição, o coronel Wilker ocupou diversas funções dentro da Polícia Militar, como comandar a unidade regional de Rondonópolis (4º Comando Regional) e também ser um dos responsáveis pela elaboração do manual de Procedimento Operacional Padrão da PMMT.
Em sua despedida no Quartel do Comando-Geral e também da corporação, o coronel Wilker relembrou seus 30 anos de carreira na Polícia Militar, os avanços da instituição e agradeceu a sua família.
“Hoje não é apenas uma despedida de função mas também uma despedida da caserna. São 30 anos de Polícia Militar e sinto muito orgulho de pertencer a uma das instituições mais importantes do nosso Estado. Atuei firmemente em diversas regiões do Estado e convivi com muitas dificuldades e limitações que, felizmente, pude ver sendo superadas nos últimos tempos, com avanço em qualidade, estrutura e ensino. Agradeço a todos e principalmente a minha família, que sempre entendeu minhas ausências e nunca deixou de me apoiar, onde quer que eu estivesse”, agradeceu o coronel.
O novo subchefe de Estado-Maior Geral, coronel José Nildo de Oliveira, ingressou na corporação no ano de 1998 e atingiu o posto de coronel, em 2019. Ao assumir a nova função, deixou o comando do 2º Comando Regional após cerca de dois anos. O coronel José Nildo também comandou o Batalhão de Operações Especiais (Bope), Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e os Comandos Regionais de Cáceres e Cuiabá. O coronel se disse muito honrado com a nova função e quer manter o bom trabalho realizado pelo seu antecessor.
“É uma nova missão, em uma função muito importante para a Polícia Militar, mas que pretendo continuar mantendo o bom trabalho, sempre integrando com os comandos regionais e com apoio do nosso comandante-geral”, enfatizou.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho, também esteve presente na solenidade e agradeceu aos serviços prestados pelo coronel Wilker Sodré, bem como dedicou bom trabalho ao coronel José Nildo, enfatizando a importância da Polícia Militar no Estado.
“Em nome da Assembleia Legislativa agradeço ao coronel Wilker por todo esse tempo dedicado a esse Estado e a Polícia Militar, enfrentando as dificuldades e superando os obstáculos. Parabenizo o coronel José Nildo e digo que não será uma missão fácil, mas estamos sempre prontos para trabalharmos juntos com a Polícia Militar, uma instituição que hoje é respeitada pois respeita o cidadão de bem e que age firme no combate da criminalidade”, afirmou o deputado.
A subchefia de Estado-Maior Geral da PMMT é a terceira maior função do alto escalão da instituição, sendo responsável pela coordenação e realizações de ações de combate à criminalidade, integrando todo o efetivo operacional do Estado, por meio dos 15 Comandos Regionais e Comando de Policiamento Especializado (CPE).
Também estiveram presentes na solenidade o deputado estadual Valdir Moretto, a comandante-geral adjunta da PMMT, coronel Francyanne Siqueira Chaves; o corregedor-geral da PMMT, coronel Fernando Augustinho de Oliveira; o corregedor-geral do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), coronel Juliano Chiroli; o comandante da Guarda Municipal de Várzea Grande, Alisson Baracat; o comandante de Policiamento Especializado da PMMT, coronel Antônio Gilvando Souza, entre demais autoridades.
Fonte: PM MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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