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Desafios e oportunidades: veja qual é o cenário para o algodão na safra 23/24

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O cenário do algodão para a temporada 2023/2024 apresenta um quadro desafiador e repleto de oportunidades para o Brasil. Enquanto o país enfrenta a concorrência acirrada no mercado internacional, oscilações nos preços e desafios climáticos, também se depara com a perspectiva de se destacar como um líder na exportação de algodão, capitalizando sua competitividade e promovendo a inovação no setor.

As projeções para as exportações brasileiras são promissoras, atingindo a marca de 9,065 milhões de toneladas. Esse aumento substancial, comparado às 8,058 milhões de toneladas na temporada anterior (2022/2023), é impulsionado pela competitividade do algodão brasileiro no cenário global, a valorização do dólar em relação ao real e a crescente demanda por fibras naturais.

A produção global de algodão é estimada em 24,307 milhões de toneladas, indicando uma diminuição de 2,2% em relação à safra anterior (2022/2023). Essa queda é atribuída principalmente à redução da área plantada nos Estados Unidos e na China, os maiores produtores mundiais.

Apesar das incertezas econômicas globais, o consumo mundial de algodão está projetado para atingir 23,754 milhões de toneladas, representando um aumento de 0,3% em relação à temporada anterior. Essa resiliência sugere uma demanda contínua por algodão, mesmo em um contexto de inflação global e desaceleração econômica.

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Os estoques finais de algodão para 2023/2024 são estimados em 21,813 milhões de toneladas, um aumento de 2,8% em relação à safra anterior. Esse acréscimo, combinado com a redução na produção, poderia exercer pressão sobre os preços do algodão no mercado internacional. Para o Brasil, os desafios incluem a competição acirrada com outros grandes produtores, como os Estados Unidos e a China, além das oscilações nos preços e possíveis adversidades climáticas.

Apesar dos desafios, o Brasil tem a oportunidade de se destacar globalmente no mercado de algodão. A competitividade em termos de preço e qualidade pode ser potencializada com investimentos em pesquisa e desenvolvimento, visando aumentar a produtividade e a qualidade da fibra. Além disso, a diversificação dos destinos de exportação se apresenta como uma estratégia crucial para reduzir a dependência excessiva do mercado chinês. Ao capitalizar essas oportunidades e enfrentar os desafios com estratégias inovadoras, o Brasil está posicionado para consolidar sua posição como protagonista no setor algodoeiro mundial.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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