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Membro de facção criminosa vai a Júri em Cuiabá

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No próximo dia 27, um homem acusado de ter ordenado o homicídio da vítima A.A.S.A, no bairro Pedra 90, em Cuiabá, irá a júri popular no Fórum da Capital, fechando a pauta de julgamentos do mês de março do Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.
 
 De acordo com os autos do processo 0001815-30.2017.8.11.0042, em 2015, após a vítima passar dois dias fora de casa, foi até a residência de sua sogra, situada no bairro Pedra 90. Logo após, a vítima tomou banho e saiu sem dizer nada.
 
Nesse momento, o executor foi até a residência da vítima, porém não a encontrou, decidindo ir embora, contudo, quando estava saindo em sua motocicleta, viu quando a vítima estava vindo do outro lado da rua. Imediatamente, o executor sacou a arma de fogo que trazia consigo, fornecida pelo denunciado M.A.G.J, e desferiu quatro disparos contra a vítima A.A.S.A, e mesmo vendo a vítima já caída ao solo, agonizando, tentou efetuar mais dois disparos, porém a arma falhou, empreendendo fuga do local em seguida.
 
O crime foi cometido por motivo torpe, em razões de briga de gangues, facções, pois a vítima, supostamente, teria “ofendido” a facção criminosa. O início da sessão está marcado para às 13h30. 
 
As sessões do Tribunal do Júri começarão na próxima segunda-feira (4). Estão programados 10 julgamentos para o mês de março, conforme calendário divulgado pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.
 
Renato Nunes
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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