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Nosso Judiciário inicia trabalhos de 2024 com palestra na Escola Estadual Dione Augusta

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O projeto Nosso Judiciário, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), deu início aos trabalhos de 2024, nesta terça-feira (27 de fevereiro), com uma palestra na Escola Estadual Dione Augusta Silva Souza, no bairro CPA 4, em Cuiabá. Mais de 200 alunos do 3º ano do ensino médio participaram da atividade, que proporciona informações sobre direitos e deveres e o funcionamento da Justiça brasileira.
 
Nas palestras, o servidor Neifi Feguri aborda os assuntos com exemplos práticos do cotidiano, como omissão de socorro, embriaguez ao volante, falsificação de documentos, importunação sexual, ciberbullying, crimes ambientais, entre outros, sempre mostrando que a Justiça é gratuita para as pessoas que não têm condições de pagar e podem recorrer à Defensoria Pública. Outro ponto destacado, é que os conflitos, desde os mais simples até os mais complexos, podem ser resolvidos em diversas instâncias, podendo passar por um Juizado, uma Vara, um Tribunal estadual, Superior ou até mesmo chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF). Todo o conteúdo é repassado também por meio de uma cartilha ilustrada, entregue a cada um dos alunos.
 
O projeto Nosso Judiciário, conduzido pelos servidores Neifi Feguri e Antônio Cegatti, existe desde 2015, já tendo atendido 131 unidades escolares e mais de 30,5 mil estudantes de escolas públicas e privadas.
 
A estudante Alcione Martins, conta que ficou impressionada ao descobrir que existe Justiça gratuita. “A gente sempre acha que tudo é pago. É aquele ditado, né? De graça, só injeção na testa. Mas na parte que ele falou: ‘Quem acha que justiça é de graça?’, a minoria que levantou a mão. Eu, inclusive, não levantei a mão porque, pra mim, era pago. Então, eu me impressionei na parte que ele falou que a gente tinha um direito, era um direito nosso, gratuito, de ter a justiça a nosso favor”.
 
A aluna Jéssica Nascimento também tomou conhecimento do direito à Justiça gratuita graças à palestra proporcionada pelo Nosso Judiciário. “O que eu achei mais interessante foi eles reforçarem tudo sobre os nossos direitos, sobre o Poder Público ajudando quem não tem condições”, disse. A adolescente classifica como importante a informação que recebeu sobre crime cibernético. “É uma coisa que todo mundo sofre no dia-a-dia, independente da situação, querendo ou não. A gente pode não perceber, mas uma coisa ou outra sim está envolvida”.
 
De acordo com o adolescente Gleidson Gonzaga, a palestra levou conteúdos úteis em diversas situações e que merecem ser compartilhados. “Eu acho que quando a gente cita isso aos alunos aqui da escola, a gente já tem um conhecimento mais prolongado. A gente já sabe aonde tudo vai acontecer, como vai acontecer e quando vai acontecer. É um conhecimento que deve ser passado para frente, seja a geração futura ou a geração atual. É um passo importante para os alunos e até mesmo para a sociedade em si”.
 
Na avaliação da diretora da unidade escolar, Telma Cavalcante, o projeto Nosso Judiciário contribui com a escola no papel de informar e conscientizar os estudantes sobre temas relevantes. “É uma palestra muito importante para os alunos conhecerem os direitos e os deveres. Eu acho que o Judiciário, nesse ponto, vem contribuir muito. Nós sabemos que muitos jovens se ocupam de outros tipos de informação, no dia-a-dia, como as redes sociais e, muitas vezes, não se atentam para as coisas que realmente vão fazer diferença na vida deles. Então, a escola é o espaço ideal para isso, para eles conhecerem os direitos, conhecerem as situações em que a Justiça intervém e que eles podem estar garantindo os direitos deles”.
 
O projeto Nosso Judiciário está alinhado ao planejamento estratégico do Poder Judiciário de Mato Grosso, ao colocar em prática a visão institucional de ser uma justiça inclusiva, garantindo o acesso da sociedade aos serviços prestados, por meio da educação.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativos para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Foto em plano aberto que mostra uma quadra de escola repleta de alunos sentados, usando uniforme azul marinho, assistindo à palestra do servidor Neifi Feguri. A foto foi tirada dos fundos da quadra, então, os estudantes estão de costas.
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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