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Ana Emília Sotero fala sobre ações da Cemulher no podcast Explicando Direito

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A professora, advogada e assessora técnica multidisciplinar na Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência do Poder Judiciário de Mato Grosso (Cemulher), Ana Emília Iponema Brasil Sotero, é a entrevistada desta semana do podcast “Explicando Direito”.
 
Na conversa com a radialista Elaine Coimbra, ela fala sobre as ações previstas para a coordenadoria em 2024 e também sobre as iniciativas que já vem sendo desenvolvidas em relação ao enfrentamento à violência doméstica e familiar em todo o Estado.
 
“Todos os tribunais do Brasil têm a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica. Ela nasceu por uma recomendação do CNJ para que as coordenadorias levem informação e conhecimento, capacitação aos magistrados, magistradas, servidores e servidoras, sobre a questão da violência doméstica, também violência de gênero, são duas situações distintas”, destacou Ana, lembrando também das ações que são feitas em escolas.
 
Dentre os assuntos abordados, ela destacou o evento que será realizado pela Cemulher nos dias 15 e 16 de abril. “Temos uma equipe multidisciplinar dentro da coordenadoria da mulher e nos dias 15 e 16 de abril nós faremos uma capacitação de facilitadores para programas voltados à reflexão e sensibilização de autores da violência doméstica familiar contra a mulher. São os famosos Grupo Reflexivo para os Homens, GRH. É uma ação de extrema importância no qual a equipe leva informação e conhecimento para que esses homens mudem a mentalidade e não venham a reincidir na agressão”, assinalou.
 
Na entrevista, Ana Emília falou sobre a expansão das redes de proteção às mulheres vítimas de violência pelo interior do Estado, assim como do Segundo Encontro das Redes de Violência Doméstica e Familiar, com a participação de diversos municípios, no mês de agosto. “Até maio de 2024, deveremos estar presentes em 35 comarcas, já com as redes de enfrentamento à violência do mestre familiar criadas e implementadas”, afirmou.
 
Clique neste link para ouvir a íntegra da entrevista, produzida pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e disponível no Spotify.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Fotografia retangular e colorida. Na lateral esquerda o texto ‘Ouça agora no Spotify!’. No canto superior direito a palavra Podcast. No centro, o nome do programa Explicando Direito, com a foto da convidada, o tema do programa – Metas para 2024 Cemulher – e o nome da convidada – assessora Ana Emília Brasil Sotero. Na parte inferior os endereços eletrônicos da Rádio Assembleia, Rádio TJ e Escola da Magistratura. Assina a peça o logotipo do Poder Judiciário de Mato Grosso e da Esmagis-MT.
 
Lígia Saito
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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