POLÍCIA
Operação Novo Líder cumpre buscas contra organização criminosa e apreende quase R$ 80 mil com suspeitos
POLÍCIA
A Delegacia da Polícia Civil de Campo Verde deflagrou na manhã desta segunda-feira (26.02) a Operação Novo Líder com o cumprimento de quatro mandados de buscas, que resultaram na apreensão de R$ 80 mil e dois suspeitos detidos em flagrante.
A investigação apura o crime de tortura ocorrido na cidade por determinação do líder de uma facção criminosa. Durante as diligências investigativas, a Polícia Civil apurou produtos oriundos de atividades criminosas estavam em esconderijos utilizados pelos investigados.
Nos endereços alvos das buscas, os policiais civis, com apoio da Polícia Militar, localizaram porções de entorpecentes e quase 80 mil reais, a maioria em notas miúdas.
Um suspeito, de 22 anos, foi detido em flagrante por tráfico de drogas. Na residência foram apreendidas 52 pedras de pasta base, 18 porções de cocaína, maconha, balanças de precisão e dinheiro em notas miúdas.
Em outro endereço, no Loteamento São Miguel, um homem de 34 anos foi detido pelo crime de lavagem de capitais. Na casa foram localizados R$ 75 mil em espécie.
Em buscas em um dos quartos da casa, que a proprietária alegou ser usado apenas para guardar entulhos, foi localizado parte do dinheiro e a mulher disse não saber a origem.
Com auxílio de um cão farejador do Batalhão de Operações Especiais, foi feita busca no quarto da dona casa, onde o animal deu sinal de ter encontrado entorpecentes e os policiais localizaram a maior parte do dinheiro apreendido. O cão treinado para farejar drogas, tendo distinguido o cheiro de entorpecente impregnado nas notas.
O delegado de Campo Verde, Philipe de Paula Pinho, explicou que a Operação Novo Líder é um esforço significativo para combater o crime em nossa cidade. “A apreensão de quase R$ 80 mil, com a detenção de dois suspeitos, é um testemunho do trabalho dedicado de nossos policiais. Estamos atentos aos crimes de tortura que estão sendo investigados e comprometidos em levar os responsáveis à justiça”, destacou.
Philipe Pinho enfatizou que a colaboração entre a Polícia Civil e a Polícia Militar é fundamental para o sucesso de nossas operações. “Continuaremos a usar todos os recursos disponíveis para garantir a segurança e a paz em Campo Verde”.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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