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Escritora mato-grossense apresenta em SP espetáculo desenvolvido com apoio do Estado

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A escritora e professora da MT Escola de Teatro, Luciene Carvalho, destacou, durante apresentação do espetáculo do Projeto Arca, desenvolvido com os estudantes da instituição, nesta quinta-feira (22.02), na SP Escola de Teatro, em São Paulo, que é muito importante o apoio do Estado para o acesso à arte.

“É muito importante quando um Estado fomenta o acesso à arte, pois acreditamos que dinheiro público tem que ser revertido na produção da arte, de forma gratuita e para o povo. Eleva a alma e como prometido na poesia está atravessando fronteiras e levando a força da literatura e artes cênicas de Mato Grosso para o mundo”, destacou a escritora, que também é presidente da Academia Mato-grossense de Letras.

O espetáculo que aborda a cultura cuiabana nasceu a partir de troca de conhecimento e compartilhamento de conteúdos durante a convivência de 16 participantes do projeto. Eles passaram 72 horas juntos, em janeiro deste ano, na Casa das Pretas, em Cuiabá, numa imersão artística.

O projeto inspirado no mito cristão de Noé é idealizado pela escritora com coordenação de Mano Raul, e conta com recursos de emenda parlamentar do deputado estadual Beto Dois a Um, viabilizada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), e patrocínio das Políticas de Fomento às Artes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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A apresentação fez parte da segunda etapa do projeto e reuniu um grupo de alunos da MT Escola de Teatro para uma imersão criativa de linguagens artísticas a partir da plástica poética. “Nosso varal de poesias foi transformado em cenário e nossas ideias em espetáculo. Atravessando esse período das águas, levando poesia do nosso lugar, com a nossa cara, para outros brasis. Dessa forma nossa arca cumpriu sua missão”, concluiu Luciene.

O secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Carvalho Neves, esteve na plateia e enfatizou a importância de intercâmbios culturais.

“Ficamos emocionados em apoiar ações como essa, onde a gente tem a oportunidade de divulgar a nossa arte, cultura e tradições em outros espaços do nosso país. Esse formato de projeto é relevante tanto para quem leva o espetáculo, quanto para quem recebe”, afirmou o secretário.

Participaram, ainda, do corpo do espetáculo o ator mato-grossense André D’Lucca e Érick Jay, DJ cinco vezes campeão mundial de discotecagem.

Fonte: Governo MT – MT

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CCJ do Senado conclui votação da PEC da Segurança Pública

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu, nesta quarta-feira (14), a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

O texto agora está pronto para análise no plenário do Senado. Se aprovada sem alterações, a PEC 18 de 2025 será promulgada uma vez que já foi aprovada na Câmara.

De autoria do Poder Executivo, a PEC estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias e cria um novo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime no Brasil.

Essa proposta foi uma das prioridades do atual governo para área da segurança, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometendo criar um ministério da segurança pública após aprovação da PEC.

O texto base da proposta foi aprovado no início de setembro, ficando pendente a análise de três destaques que seriam votados hoje com sugestões de mudanças.

Os requerimentos, porém, não foram votados porque os autores dos requerimentos Carlos Portinho (PL-RJ) e Alessandro Viera (MDB-SE) não estavam presentes na sessão.

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), justificou, com base no Artigo 300 do regimento interno do Senado, que os destaques apresentados ficaram prejudicados com a ausência dos senadores.

“Não tendo solicitado a palavra o autor do destaque para encaminhamento, ficam prejudicado os destaques”, disse.

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Alencar informou à imprensa que conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para votar o tema no plenário ainda antes do segundo turno das eleições, marcadas para 25 de outubro.

“Pelo que o Davi me falou ontem, nós temos condição de aprova-la ainda nesse período antes do segundo turno. Vamos trabalhar por isso, para que a matéria possa ser promulgada e o presidente [Lula] possa criar o Ministério da Segurança Pública do país.”

A PEC

Entre outras medidas, A PEC propõe a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o Artigo 144 da Carta Magna, que trata da segurança pública.

A proposta inclui que a segurança deve ser exercida “em regime de cooperação federativa” e “por meio da atuação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que trabalham com o tema.

“Art. 144-A. Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal”, define o texto.

Facções e milícias

A PEC estabelece penas mais duras e regimes especiais de prisão para os chefes de facções e milícias, como prisão em unidades de segurança máxima e restrição ou vedação à progressão de penas.

Também são previstas medidas patrimoniais contra o produto do crime, a responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas e a proteção a denunciantes e seus familiares.

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Outra novidade da PEC é a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, submetidas ao controle externo do Ministério Público , com a atribuição de realizar policiamento ostensivo e comunitário no âmbito das cidades onde atuarão.

A PEC ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF) , prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para segurança pública.

Fundos de financiamento

Segundo a PEC, 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão repassados pela União para os estados e municípios, excluídas despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen.

“As regras de financiamento fortalecem o FNSP e o Funpen, criam vinculações e blindagens orçamentárias e garantem repasses obrigatórios. Essas medidas aumentam a previsibilidade financeira, garantindo a perenidade das ações policiais”, escreveu o relator.

A PEC ainda prevê que 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, sejam destinados aos fundos da segurança, “reforçando o financiamento contínuo das políticas nacionais de segurança pública e execução penal”.

A proposta ainda prevê a criação do Sistema de Políticas Penais, responsável pelo sistema prisional brasileiro, e autoriza União, estados e municípios a atuarem conjuntamente na legislação sobre segurança pública, organização de polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo.



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