MATO GROSSO
Primeira-dama, através da Setasc, capacita profissionais para atuarem na inserção de pessoas em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho
MATO GROSSO
A técnica de Referência do Acessuas Trabalho da Setasc, Simone Garcia, explicou que o Estado oferece apoio técnico e visitas aos 30 municípios que implantaram o programa Acessuas Trabalho, o qual faz parte da Política Nacional de Assistência Social (PNAS), do Ministério de Desenvolvimento Social, para garantir o direito à cidadania aos mais vulneráveis, a partir de ações integradas e articuladas.
“Esse trabalho serve para alinhar as estratégias que desenvolvemos nos municípios, além de conhecer o trabalho que estava sendo desenvolvido em Cuiabá. Estamos vendo que está dando certo o apoio que oferecemos”, destacou.
A Setasc também acompanha e monitora a execução do Acessuas Trabalho; realiza as articulações necessárias com as demais políticas setoriais; apoia de forma sistemática os municípios no cumprimento das metas do programa; assessora e apoia as políticas públicas setoriais a fim de mapear as oportunidades oferecidas no território.
Entre os objetivos do Acessuas Trabalho estão promover atividades que possibilitem às pessoas assistidas pela Assistência Social a desenvolverem habilidades e reconhecerem suas potencialidades; viabilizar o acesso a direitos e oportunidades e acompanhar a trajetória delas.
Para o psicólogo que faz parte da equipe técnica de Assistência Social da Capital, Alison Willian da Costa, o apoio técnico faz diferença para os profissionais da Proteção Social Básica, porque possibilita tirar todas as dúvidas nas formas da execução do Acessuas Trabalho.
“Como nós trabalhamos com o público em sua grande maioria, mais jovem, e em situação de vulnerabilidade, é necessário termos este apoio para fazermos a abordagem dos sistemas apresentados nas palestras. Na maioria das vezes os nossos usuários não possuem acesso a essas informações, que são muito importantes para o desenvolvimento e o acesso aos seus direitos”, finalizou.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
CCJ do Senado conclui votação da PEC da Segurança Pública
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu, nesta quarta-feira (14), a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
O texto agora está pronto para análise no plenário do Senado. Se aprovada sem alterações, a PEC 18 de 2025 será promulgada uma vez que já foi aprovada na Câmara.
De autoria do Poder Executivo, a PEC estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias e cria um novo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime no Brasil.
Essa proposta foi uma das prioridades do atual governo para área da segurança, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometendo criar um ministério da segurança pública após aprovação da PEC.
O texto base da proposta foi aprovado no início de setembro, ficando pendente a análise de três destaques que seriam votados hoje com sugestões de mudanças.
Os requerimentos, porém, não foram votados porque os autores dos requerimentos Carlos Portinho (PL-RJ) e Alessandro Viera (MDB-SE) não estavam presentes na sessão.
O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), justificou, com base no Artigo 300 do regimento interno do Senado, que os destaques apresentados ficaram prejudicados com a ausência dos senadores.
“Não tendo solicitado a palavra o autor do destaque para encaminhamento, ficam prejudicado os destaques”, disse.
Alencar informou à imprensa que conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para votar o tema no plenário ainda antes do segundo turno das eleições, marcadas para 25 de outubro.
“Pelo que o Davi me falou ontem, nós temos condição de aprova-la ainda nesse período antes do segundo turno. Vamos trabalhar por isso, para que a matéria possa ser promulgada e o presidente [Lula] possa criar o Ministério da Segurança Pública do país.”
A PEC
Entre outras medidas, A PEC propõe a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o Artigo 144 da Carta Magna, que trata da segurança pública.
A proposta inclui que a segurança deve ser exercida “em regime de cooperação federativa” e “por meio da atuação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que trabalham com o tema.
“Art. 144-A. Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal”, define o texto.
Facções e milícias
A PEC estabelece penas mais duras e regimes especiais de prisão para os chefes de facções e milícias, como prisão em unidades de segurança máxima e restrição ou vedação à progressão de penas.
Também são previstas medidas patrimoniais contra o produto do crime, a responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas e a proteção a denunciantes e seus familiares.
Outra novidade da PEC é a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, submetidas ao controle externo do Ministério Público , com a atribuição de realizar policiamento ostensivo e comunitário no âmbito das cidades onde atuarão.
A PEC ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF) , prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para segurança pública.
Fundos de financiamento
Segundo a PEC, 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão repassados pela União para os estados e municípios, excluídas despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen.
“As regras de financiamento fortalecem o FNSP e o Funpen, criam vinculações e blindagens orçamentárias e garantem repasses obrigatórios. Essas medidas aumentam a previsibilidade financeira, garantindo a perenidade das ações policiais”, escreveu o relator.
A PEC ainda prevê que 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, sejam destinados aos fundos da segurança, “reforçando o financiamento contínuo das políticas nacionais de segurança pública e execução penal”.
A proposta ainda prevê a criação do Sistema de Políticas Penais, responsável pelo sistema prisional brasileiro, e autoriza União, estados e municípios a atuarem conjuntamente na legislação sobre segurança pública, organização de polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo.
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