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Polícia Civil prende cinco suspeitos de execução e ocultação de cadáver em Água Boa

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Cinco criminosos foram presos nessa terça-feira (20.02), no âmbito da Operação Sodoma, deflagrada pela Polícia Civil no município de Água Boa (730 km a leste de Cuiabá) para esclarecer um crime de execução e ocultação de cadáver.

Três investigados foram presos em cumprimento de mandado de prisão preventiva e dois foram presos em flagrante delito.

A ação resultou, também, na localização do corpo da vítima, e na apreensão da arma de fogo, porções de drogas e dinheiro oriundo do tráfico de drogas.

Os suspeitos respondem inquérito instaurado pela Delegacia de Água Boa, de natureza homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo, associação criminosa e ocultação de cadáver.

Desaparecimento

Allan Davi Andrade Sousa, de 18 anos, era natural do Estado de Sergipe e veio para Mato Grosso junto com seu pai, para prestar serviços em uma empresa de manutenção de asfalto na cidade de Nova Nazaré (796 km a leste de Cuiabá).

No dia 07 de fevereiro o jovem desapareceu, ocasião em que a Polícia Civil foi acionada para apurar o caso, e então iniciaram as diligências, realizadas de forma ininterruptas.

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Investigação

A Delegacia de Água Boa apurou que a vítima foi executada de forma cruel, por membros de uma facção criminosa que suspeitaram que Allan Davi pertencia a uma facção rival, e também pelo fato dele ter se envolvido com uma garota que seria mulher de um criminoso.

Conforme o delegado que coordena as investigações, Mateus Soares Augusto, uma outra vítima, também foi mantida em cativeiro junto com Allan Davi. Porém, antes da morte do jovem, ele foi liberado, pois os criminosos descobriram que ele não tinha envolvimento com a outra facção.

Por medo do crime organizado, a vítima permaneceu em silêncio durante toda investigação, tendo sido identificada somente na terça-feira (20), após a deflagração da Operação Sodoma.

“O crime foi repleto de crueldade e a morte da vítima teve motivação banal. O sucesso da operação com a prisão dos suspeitos, resolução dos fatos praticados e localização do corpo da vítima, é resultado do comprometimento e dedicação dos policiais civis”, destacou o delegado Mateus Soares.

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Localização do corpo

Depois de presos, os suspeitos confessaram o crime e afirmaram que vítima foi morta em uma residência, onde foi enforcada com um lençol para não deixar vestígios de sangue. Na sequência, eles receberam apoio de outro faccionado para enterrar o corpo.

Diante das informações repassadas pelos criminosos, os policiais civis localizaram o corpo da vítima enterrado na zona rural do município de Água Boa.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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