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Jovens envolvidos em roubo e cárcere privado de família são detidos em flagrante em Cáceres

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Dois jovens envolvidos em um roubo e cárcere privado, ocorrido nesta quarta-feira (14.02), em Cáceres, foram detidos em flagrante durante ação integrada da Polícia Civil e Polícia Militar para esclarecer o crime.

Na manhã de quarta-feira, uma família teve a residência invadida, no bairro Jardim Imperial, em Cáceres, e mantidas em cárcere privado durante o roubo. As vítimas, uma delas de 77 anos, foram surpreendidas por volta das seis horas, por duas pessoas encapuzadas e armadas. Na sequência, um terceiro criminoso apareceu e exigiu que a família dissesse onde estavam o cofre e arma de fogo.

Quando as vítimas disseram que não havia cofre ou arma na casa, os suspeitos as obrigaram a fazer várias transferências eletrônicas para contas diversas e depois tentaram roubar a camionete da família, mas não conseguiram funcionar o veículo. Em seguida, roubaram aparelhos celulares, joias, relógio e perfumes, além de uma motocicleta Honda CG 150 e um veículo de passeio modelo Mercedes Benz.

Diligências

Durante as diligências para localizar os autores do roubo, os policiais civis e militares chegaram a um endereço no bairro Garcez, moradia de um adolescente de 15 anos, identificado como um dos envolvidos na ação criminosa.

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Na residência também estava um jovem de 18 anos que, inicialmente, negou participação no roubo, mas acabou confessando a ação criminosa.

Na casa, os policiais localizaram nove munições de calibre 38 e uma bala clava. O dono da residência e avô do adolescente disse que um dos suspeitos pediu para esconder a arma de fogo, provavelmente a mesma usada no crime. O revólver de calibre 38 foi localizado, enterrado, em um terreno ao lado da residência. Já a motocicleta roubada na ação criminosa estava escondida nas proximidades da casa.

Os dois jovens foram encaminhados à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cáceres e autuados em flagrante pelo crime de roubo majorado e ato infracional análogo, respectivamente.

O delegado Matheus Prates destaca que as investigações prosseguem para chegar ao terceiro envolvido no crime.

As diligências contaram com apoio de equipe da Delegacia Municipal de Cáceres e do 6º Batalhão da PM.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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