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Polícia Militar oficializa passagem de comando em Rondonópolis

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A Polícia Militar de Mato Grosso oficializou, nesta quinta-feira (08.02), a passagem de comando do 4º Comando Regional de Rondonópolis (220 km de Cuiabá). O coronel Fernando Augustinho de Oliveira Galindo deixou a função, que foi assumida pelo coronel Benedito Sérgio Ferreira.

O subchefe do Estado Maior, coronel PM Wilker Soares Sodré, presidiu a cerimônia de transmissão de função, que foi realizada no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Em seu discurso, o coronel destacou a trajetória do coronel Augustinho, que estava à frente do 4º Comando Regional há um ano e dois meses. “Reconhecemos o brilhante trabalho prestado pelo coronel Augustinho, que contribuiu de forma decisiva para o sucesso desta unidade policial, superando as limitações e dificuldades, executando suas atribuições com sabedoria, consciência e responsabilidade”.

O 4º Comando Regional compreende os municípios de Rondonópolis, São José do Povo, Pedra Preta, Itiquira, Guiratinga, Juscimeira, Jaciara, Dom Aquino, além de São Pedro da Cipa, Tesouro, Alto Garças, Ponte Branca, Araguainha, Alto Araguaia e Alto Taquari.

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Em seu discurso de despedida, coronel Augustinho agradeceu toda a tropa de policiais militares, desde as funções administrativas à operacionais. “Me sinto muito grato pelo dever cumprido nesse período à frente do 4º Comando Regional, uma das tarefas mais desafiadoras para qualquer pessoa que se encontra em posição de liderança e chefia. Só tenho agradecer a toda tropa de policiais militares pelo desempenho, dedicação e esforços”, comentou.

O coronel Benedito iniciou a carreira militar em 1999 e e estava como gestor do 9º Comando Regional, em Alta Floresta. O militar agradeceu a oportunidade de comandar uma nova importante unidade em Mato Grosso.

“Agradeço ao comandante-geral da Polícia Militar por confiar o meu comando a esta unidade histórica da Polícia Militar. Vamos continuar exercendo o excelente papel, realizado pelo coronel Augustino, garantindo e mantendo a ordem pública e a segurança da população mato-grossense, em especial da região do 4º Comando Regional”.

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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